Como parte das ações no Dia Mundial de Alimentação, o Mercado Municipal de São Paulo recebeu ontem nutricionistas que deram dicas de consumo. Hoje elas estarão lá novamente.

As nutricionistas percorrem o Mercadão entregando um panfleto com dicas de alimentação saudável e abordam a importância do consumo de frutas, verduras e legumes. Também tiram dúvidas a respeito de hábitos alimentares.

“Grande parte da população está muito distante de uma alimentação equilibrada”, diz a nutricionista Leila Nasser, membro do Conselho Regional de Nutricionistas, que organiza o evento. A ideia é aproveitar a data e passar informações que, segundo Leila, as pessoas devem saber antes de trocar uma maçã no lanche da tarde por um croissant.

Leila diz que o mais difícil é fazer com que a população entenda os benefícios de uma alimentação saudável. Ela usa como argumentos as estatísticas: “Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 58,5% de todas as mortes no mundo são causadas por doenças crônicas não transmissíveis. E todas têm na alimentação errada um fator de risco.”

Outra dificuldade é adotar hábitos alimentares corretos. “É uma mudança de atitude algumas vezes radical porque os hábitos são aprendidos desde a infância”, diz a nutricionista Solange Hypólito.

Como é essa mudança? Segundo Solange e Leila, na teoria, é simples: curtos intervalos entre as refeições (no máximo de três horas), incluir na alimentação frutas, verduras, legumes, grãos integrais e, na medida do possível, restringir a gordura, o açúcar e o sódio. Atenção: elas não falaram em abolir um chocolate, um copo de refrigerante ou um pastel.

“Nutricionistas não proíbem nada. Nós mostramos os benefícios de um bom alimento e os riscos de um alimento inadequado”, diz Solange. “Dentro de uma dieta equilibrada, um pastel ou um chocolate não vão estragar a dieta de ninguém.” As informações são do Jornal da Tarde.

AE

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