O número de transplantes realizados com órgãos de doador morto no Estado do Ceará, no primeiro semestre deste ano, saltou de 72 para 117, em comparação com o mesmo período de 2008. O aumento - de 81,25% - foi o maior registrado no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

No País, o número de transplantes realizados com doador morto subiu 24,3%, passando de 1.688 para 2.099.

Segundo a coordenadora da Central de Transplantes do Ceará, Eliana Régia Barbosa de Almeida, os bons resultados alcançados pelo Estado se devem à mobilização dos agentes e ao trabalho que vem sendo feito com associações de pacientes, escolas, unidades de saúde e meios de comunicação locais no sentido de incentivar as doações. "A central de captação também foi reestruturada. Antes tínhamos dois médicos. Hoje, contamos com nove", diz.

Apesar do crescimento de transplantes no Ceará, a fila dos que aguardam um órgão continua grande, com 1.135 pessoas: 654 à espera de córnea, 10 de coração, 159 de fígado, 283 de rim e 29 de medula óssea. No Brasil, o número chega a 63,8 mil, contra 64,4 mil do ano passado, uma queda de apenas 1%. O aperfeiçoamento dos processos de gestão das centrais estaduais influenciou o resultado, pois as listas têm sido atualizadas e os pacientes, recadastrados.

O Brasil ainda apresenta um número pequeno de doadores por morte encefálica. Em 2008, a cada 1 milhão de brasileiros havia 7,2 doadores nessa situação. Na Argentina, a taxa é de 13,1, nos Estados Unidos, de 26,3, e na Espanha, de 34,2. "Aumentar o número de doadores é o grande objetivo a ser perseguido para equacionar melhor as demandas por transplantes', diz Rosana Nothen, coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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