Número de notificações de dengue chega a 57 mil no RJ

O número de notificações de dengue no Estado do Rio subiu de 43.523 para 57.

Agência Estado |

010 na última semana. Apenas no município, entre ontem e hoje, foram mais 2.363 notificações. O número de mortes se manteve em 67 desde segunda-feira - outros 58 óbitos por suspeita da doença aguardam confirmação laboratorial. Para tentar conter a epidemia e diminuir letalidade da doença, os governos municipal e estadual anunciaram hoje medidas para aumentar o número de leitos na rede pública e a contratação de profissionais da saúde. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), cogitou até pedir a Cuba que envie médicos para auxiliar no combate à dengue.

Depois de registrar 44 mortes por dengue, das quais 23 crianças, e mais de 36 mil casos da doença nos três primeiros meses do ano, a prefeitura do Rio informou hoje que vai contratar 900 profissionais, entre médicos e enfermeiros, e abrir postos de saúde nos finais de semana, atendendo a uma solicitação do governador. Das 147 unidades de saúde, 83 vão funcionar aos sábados e 15 aos domingos, das 9h às 17h. "O avanço da dengue está muito grave", admitiu o secretário municipal de Saúde, Jacob Kligerman.

O aumento da força de trabalho no município poderá ser feito por extensão de carga horária de profissionais da rede pública ou pela contratação de novos médicos. Segundo o secretário, a prefeitura vai pagar R$ 2.500 mensais por quatro plantões de 24 horas. Até o momento, cerca de 40% das vagas já foram preenchidas. "Também convocamos médicos residentes e aposentados para trabalhar temporariamente por dois meses, tempo que deverá durar a crise, segundo especialistas", informou.

O município terá, a partir de amanhã, mais 58 leitos para tratamento de pacientes e 30 postos de hidratação no Hospital de Acari, na zona norte. Pronto desde 2004, o hospital só começa amanhã a funcionar e, mesmo assim, parcialmente. Segundo a prefeitura, a partir de segunda-feira serão distribuídos também repelentes para as vítimas da dengue, além de biscoitos e águas nas filas dos hospitais.

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