Número de mortos em Santa Catarina sobe para 109

SANTA CATARINA - O novo balanço divulgado pela Defesa Civil de Santa Catarina informou que já chega a 109 o número de mortos em razão das chuvas que há cerca de 60 dias castigam a Região Leste do Estado.

Redação com Agência Brasil |

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Segundo o boletim divulgado às 9h46 deste sábado, 27.410 pessoas estão desabrigas e de 51.297 estão desalojadas. Há 19 desaparecidos confirmados e acredita-se que 1.500.000 tenham sido afetados pelas enchentes.

AP
Morador vê casa destruída após enchentes; mais de 24 mil estão desabrigados

A Secretaria de Educação de Santa Catarina anunciou, nesta sexta-feira, o fim do ano letivo nos municípios afetados pelas enchentes da última semana.

As atividades foram encerradas nas unidades escolares de Educação Infantil (CIs e Pré-Escolas) da rede pública estadual e nas 1 as e 2 as séries dos Anos Iniciais das Escolas de Ensino Fundamental.

A determinação também vale para alunos da 3 a e da 4 a série que já tenham atingido média final 5,0 e frequência de 75% do total de aulas prevista, no mínimo. Os alunos que não se enquadrarem nesse perfil deverão ser chamados pelas escolas para atividades de recuperação e nova avaliação.

'Cenário pós-guerra'

Volnei José Morastoni, prefeito de Itajaí, um dos locais mais atingidos pela chuva, afirmou que as ruas do centro da cidade se comparam a um cenário pós-guerra.

Agência Brasil
Lixo e entulho tomam as ruas do Estado
Os caminhões de lixo da prefeitura não estão conseguindo retirar os móveis descartados pelas ruas da cidade. A prefeitura avalia em torno de 11 mil caminhões de lixo para recolher o material jogado pelas vítimas enquanto limpam suas casas, informou.

Ao fazer um levantamento das perdas causadas pelas chuvas no município, Morastoni disse que grande parte dos 170 mil habitantes ficou sem casa, móveis, carro. Segundo o prefeito, os prejuízos ainda não foram contabilizados e a prioridade está sendo o atendimento à população.

Mas podemos adiantar que das 48 creches do município, 21 ficaram totalmente destruídas, oito unidades de saúde tiveram perda total, escolas estão fechadas e sem condições de funcionar. Todo o sistema viário foi destruído. O Porto de Itajaí, maior terminal de movimentação de cargas congeladas do país, responsável por cerca de 90% da economia do município, teve que ser fechado, disse.

De acordo com o prefeito, os recursos dos governos federal e estadual estão chegando e sendo aplicados imediatamente, por exemplo, em programas emergenciais para a população reconstruir suas casas.

Para ele, no entanto, os recursos mais importantes são os da solidariedade. Até ontem não tínhamos alimentos, as pessoas reclamavam de fome, de repente começaram a chegar carretas lotadas, vindas de todo o país, disse o prefeito.

Segundo Morastoni, seis mil pessoas ainda estão nos abrigos improvisados em escolas, igrejas e centros de eventos. Outras três mil formam filas em busca de alimentos, roupas, remédios e água mineral.

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