Número de mortos em Angra chega a 46

O resgate de mais cinco corpos neste domingo elevou para 46 o número de mortos na tragédia que atingiu Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, na madrugada de sexta-feira. No Morro do Carioca, mais dois corpos resgatados há pouco elevou para 17 o número de mortos na área continental de Angra. Na Praia do Bananal, em Ilha Grande, o total de mortos permanece em 29 até o momento. Dois turistas e um morador continuam desaparecidos.

iG São Paulo e iG Rio de Janeiro |

As buscas no Morro da Carioca continuam até as 22h. Na Ilha Grande, na enseada do Bananal, prosseguirão durante a madrugada, segundo informou o vice-prefeito de Angra dos Reis, Essionar Gomes, por meio da assessoria de imprensa. 

A retomada das buscas por corpos das vítimas das tragédias em Angra dos Reis começou nesta manhã, após uma paralisação durante a noite por falta de claridade e também pelo cansaço dos trabalhadores que estão desde a manhã de sexta-feira em busca dos desaparecidos.

Reuters
Equipes de resgate trabalham na área da Pousada Sankay

Equipes de resgate trabalham na área da Pousada Sankay

Áreas de risco

O prefeito de Angra dos Reis, Tuca Jordão (PMDB), afirmou neste domingo que há um esquema de emergência para retirar famílias que moram em áreas de risco , com possibilidade de novos desmoronamentos. O plano de emergência contará com abrigo para cerca de 40 famílias no Colégio Naval e em acampamentos militares. 

O prefeito, porém, reconheceu que é uma solução paliativa. "Não podemos deixar uma pessoa seis meses em um abrigo", disse Jordão, usando frases de efeito semelhantes ao discurso do governador Sérgio Cabral, no dia anterior . "Não faço populismo. Em tragédia não se faz política." Jordão também pediu que os moradores das áreas de risco procurem abrigos ou casas de parentes e amigos.

Segundo o chefe de Relações Públicas da Defesa Civil de Angra dos Reis, Francisco Júdice, 65% da ocupação da cidade é em áreas de encosta e há entre 15 e 20 áreas de risco. Das áreas de risco, 217 casas já foram interditadas, disse Júdice ao iG . Desse total, 98 ficam no Morro da Carioca. "Se continuar chovendo, há risco de algumas encostas deslizarem", afirmou. 

Em Angra dos Reis, os temporais e deslizamentos já deixaram 337 desabrigados e 565 desalojados.

Trabalhos de resgate

Segundo o Coronel Pedro Machado, Comandante do Corpo de Bombeiros, mais de 120 homens dos bombeiros, das polícias Militar e Civil e da Marinha participam dos trabalhos de buscas na área atingida. Barcos da Marinha e do Corpo de Bombeiros, bem como helicópteros e dezenas de homens de equipes de resgate trabalham no local do deslizamento na ilha.

Os trabalhos de resgate foram acelerados com a chegada de um guindaste e duas retroescavadeiras para retirar a lama e as pedras que atingiram parcialmente a Pousada Sankay e sete casas de veraneio, em Ilha Grande. A Polícia Militar está usando cães farejadores para auxiliar na localização das vítimas. A Defesa Civil estadual acredita que o trabalho de buscas na região deve durar duas semanas .

Madrugada de sexta-feira

A tragédia ocorreu na madrugada de sexta-feira, quando parte da Pousada Sankay e sete casas vizinhas, na Praia do Bananal, foram soterradas por um barranco. 

Já no Morro da Carioca, em Angra, pelo menos 20 casas foram atingidas por um deslizamento de terra. Segundo os bombeiros, dez pessoas foram socorridas com vida. Os feridos foram levados para o pronto-socorro da cidade.

Angústia e dor de familiares e amigos:

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*Com informações de Ricardo Galhardo, Sabrina Lorenzi, Vicente Seda, Agência Estado e Agência Brasil

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