Número de mortes por dengue no Rio chega a 67

A Secretaria Estadual da Saúde do Rio solicitou nesta segunda-feira a todos os Estados que enviem pediatras para atender crianças vítimas da dengue em três novos centros de tratamento que esperam apenas a contratação de 154 médicos para serem inaugurados. A secretaria também pediu ajuda à Sociedade de Pediatria do Estado do Rio (Soperj) para revisar os óbitos de crianças com o objetivo de identificar possíveis erros. Em todo o Estado, foram pelo menos 67 mortes.

Agência Estado |

Ontem, o número de mortes no município do Rio subiu de 31 para 44. Desses, 23 são de crianças até 12 anos. Fazer a revisão dos óbitos é muito importante não apenas para que os mesmos erros não sejam cometidos, mas para que o Brasil comece a montar a sua literatura da experiência do combate à doença. A dengue, neste momento, assumiu uma gravidade na infância jamais vista e nós temos pouca expertise no tema, disse a presidente da entidade, Fátima Coutinho.

Em boletim divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, porém com dados até fevereiro, o Rio aparece com 36% de todos os casos de dengue registrados no Brasil até aquele mês, sendo que a capital concentra o maior número. Pelo boletim, neste ano, 120.570 pessoas contraíram a doença no Brasil, com 74 mortes até fevereiro - 48 pela forma hemorrágica e o restante por complicações provocadas pela infecção.

Os números mostram que em 14 Estados a epidemia cresceu quando comparada aos primeiros dois meses de 2007. O maior aumento foi no Amazonas: um número de casos 992% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Quando se analisam os números totais do País, no entanto, os casos de dengue caem 27%, puxados pelas regiões Centro-Oeste (queda de 79%) e Sul (56,88% inferior). As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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