Número de clientes de planos antigos diminui 13,47% em um ano

O número de beneficiários dos chamados planos de saúde antigos diminuiu de 1.045.

Agência Estado |

071 em 2007 para 904.281 (13,47%) no ano passado no Estado de São Paulo. Esses planos foram contratados antes de 1999, quando houve uma ampla regulamentação do setor. As operadoras argumentam que, na maior parte dos casos, a saída dos planos se deu devido a falecimentos, fim do prazo de contrato ou mesmo situações em que os dependentes alcançam a maioridade ou se casam. Outra razão são as promoções que estimulam a mudança dos consumidores para planos novos.

“Em alguns casos, para as empresas pode ser mais vantajoso trabalhar com contratos padronizados em vez de ter que lidar com as exceções dos planos antigos”, afirma Solange Beatriz Mendes, diretora da Fenasaúde, entidade que representa as operadoras. Porém, há consumidores que preferem abandonar os planos antigos pelas próprias lacunas que eles apresentam em relação aos planos novos. Como os planos antigos são anteriores à criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), há novas regras no setor que eles não estão legalmente forçados a cumprir.

Entretanto, antes de considerar essas características como uma desvantagem e decidir migrar para um plano novo, o consumidor deve avaliar o contrato que tem em mãos. “Em algumas situações, o seu plano antigo pode ser mais interessante que aqueles que são comercializados hoje no mercado”, afirma Daniela Trettel, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Para saber se vale a pena mudar ou não, o consumidor deve prestar atenção no preço, na cobertura e no índice de reajuste fixado em contrato. A partir daí, é necessário pesquisar o preço dos planos que oferecem uma cobertura equivalente e ver se eles possuem valores semelhantes - nesse caso, a migração pode ser vantajosa. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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