Número de casos de dengue volta a subir em Santos

O número de casos de dengue em Santos, na Baixada Santista, voltou a subir. Até o último dia 20, foram registrados 120 casos da doença no município, 50% a mais que os 80 constatados no mesmo período do ano passado, ano que teve, no total, 88 casos.

Agência Estado |

Entre os motivos do crescimento, o Secretário de Saúde de Santos, Odílio Rodrigues, destaca o comportamento endêmico da doença, o aumento das chuvas e o fato da atenção da população estar voltada para o combate de outra doença, a Influenza A(H1N1), a chamada gripe suína.

"A H1N1 deslocou a dengue da mídia e precisamos considerar que 80% dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti estão nas nossas casas e o controle da dengue implica em uma mudança de hábito. É toda uma cultura sanitária que precisa ser alterada. Nossos agentes perceberam ao fazer a visita que muitos moradores acham que o problema já foi resolvido", explicou o secretário, afirmando que o trabalho de combate à dengue não diminuiu e que há 150 pessoas fazendo vistorias diárias em pontos estratégicos de Santos.

Os números da Seção de Vigilância Epidemiológica Municipal mostram ainda a maior incidência de casos em bairros nobres. O Gonzaga lidera o ranking, com 23 casos, seguido pelo Boqueirão, com 15. Em terceiro lugar, Embaré, Campo Grande e Vila Mathias aparecem empatados com 8 casos cada um. No entanto, a mesma pesquisa mostra que número de notificações de casos suspeitos diminuiu em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 691 para 459 notificações investigadas.

"Outro fator para o aumento de ocorrências é o próprio comportamento endêmico da dengue, que tem períodos de queda, um comportamento irregular, meio cíclico", disse o secretário, destacando que os registros em Santos caíram significativamente nos últimos três anos. Em 2008, a queda em relação a 2007 foi de 89,7%, ano que por sua vez já havia registrado 68% menos casos que em 2006. Em dados absolutos, Santos registrou 2.574 casos da doença em 2006; 841 casos em 2007 e 88 no ano passado.

Somado ao desvio de atenção para o combate à gripe suína por parte da população e ao perfil cíclico da dengue, Rodrigues acrescenta ainda as mudanças meteorológicas. "Esse ano houve um aumento pluviométrico grande, com muitos dias chuvosos e também a alternância de dias frios com dias quentes, o que favorece o aumento dos mosquitos", completou.

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