Número de casas demolidas em Angra dos Reis poderá chegar a três mil

Cerca de três mil imóveis podem ser demolidos em Angra dos Reis, no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro, por se localizarem em áreas de risco. A estimativa foi feita pela secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, que sobrevoou nesta quarta-feira as encostas do município, inclusive as situadas em Ilha Grande.

Agência Brasil |

Segundo ela, o número exato de casas que serão demolidas será determinado por um mapeamento detalhado, que será feito em parceria com universidades fluminenses. O levantamento complementará o trabalho que técnicos do Instituto Estadual do Ambiente vêm fazendo no município. Hoje, por exemplo, eles estão avaliando possíveis pontos de risco em Ilha Grande.

Segundo a secretária, no entanto, esses especialistas não têm condições de avaliar riscos geotécnicos. Por isso, é necessário fazer o mapeamento em parceria com universidades.

O estudo permitirá o planejamento de ações de curto, médio e longo prazos para evitar novas tragédias no município. Como ações de curto prazo, a prefeitura de Angra dos Reis já iniciou demolições de casas em áreas de risco em morros da cidade.

Cerca de 500 residências deverão ser demolidas nessas regiões. A partir desse mapeamento, poderemos determinar mais demolições, reflorestamento, drenagem, obras de contenção e um foco muito forte no reassentamento, disse Marilene Ramos.

Segundo a secretária, os efeitos do decreto estadual de junho de 2009 que favorece a construção em áreas de preservação ambiental da região de Angra dos Reis estão suspensos enquanto o mapeamento das universidades não for concluído.

AE
Área de deslizamento de terra no Morro da Carioca, no centro de Angra dos Reis, na terça-feira

Área de deslizamento de terra no Morro da Carioca

Sirenes

A prefeitura de Angra vai instalar sirenes no alto dos morros da cidade para informar a população sobre o nível elevado de chuvas. Segundo o prefeito Tuca Jordão, serão colocados na parte superior das encostas pluviômetros eletrônicos (aparelhos que medem a quantidade de chuva) que estarão ligados a sirenes, para alertar a população quando o nível de chuvas atingir um ponto crítico.

A um determinado nível pluviométrico, aciona-se a sirene, não para causar pânico, mas para as pessoas saberem: 'é um alerta, temos que sair da nossa residência', explicou.

Tragédia

A tragédia em Angra dos Reis ocorreu na madrugada de sexta-feira (1º), quando parte da Pousada Sankay e sete casas vizinhas, na Praia do Bananal, foram soterradas por um barranco.

Já no Morro da Carioca, em Angra, pelo menos 20 casas foram atingidas por um deslizamento de terra. Segundo os bombeiros, dez pessoas foram socorridas com vida. Os feridos foram levados para o pronto-socorro da cidade.

(*com informações de iG São Paulo e iG Rio de Janeiro)

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