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SÃO PAULO - A partir do dia 7 de agosto caberá à equipe caça-fumaça da Vigilância Sanitária e do Procon de São Paulo, com 200 agentes na capital, fiscalizar 126.819 locais, de bares a faculdades, em que o cigarro está vetado ou parcialmente proibido.

Como vão trabalhar em duplas, se fizerem dez visitas por dia, sem descanso, vão demorar quatro meses para realizar uma blitz em cada um deles. A esquadrilha da fumaça conta com mais 322 funcionários para atender os outros 644 municípios do Estado.

AFP
Agentes vão fiscalizar 126.819 locais em São Paulo

São 60 viaturas e 70 monoxímetros (que verifica a quantidade de fumaça no local) à disposição para toda a equipe. De acordo com Maria Cristina Megid, diretora do Centro de Vigilância Sanitária (CVS), a meta na capital é que cada dupla de agentes consiga fiscalizar pelo menos dez estabelecimentos por dia. Esperamos cobrir em um ano todo o Estado, mas é ousadia fazer uma previsão como essa, diz.

Após o anúncio dos números da fiscalização estadual, sindicatos de servidores da área da saúde já questionam a aplicação da lei. O problema tem uma dimensão muito maior do que eles imaginam, afirma Hélcio Marcelino, secretário do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúdeSP).

Para ele, o que se planejou para as blitze caça-fumaça já é suficiente para condená-las à inoperância. O secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias do Município de São Paulo, João Batista Gomes, diz que a Lei Estadual 577/08 é para agradar à opinião pública. Os sindicatos defendem a contratação de agentes. Questionada, Maria Cristina Megid não quis entrar no mérito dessa discussão. Hoje, segundo a Secretaria Municipal de Saúde e a Coordenação de Vigilância Sanitária Estadual (Covisa), a capital tem 700 fiscais e o Estado, cerca de 2.400.

Eles têm outras atribuições, além de vigiar fumantes. Mesmo que todos fossem direcionados para esse trabalho, não dariam conta, assegura Marcelino. Ciente disso, a xerife alega que o sucesso da lei dependerá da participação popular. É muita coisa para fiscalizar. Por isso, contamos com a participação da população. Sozinho, o governo não dará conta. O sucesso terá por base um tripé de governo, população e empresários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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