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Novos genéricos chegam ao mercado este ano

Novos genéricos chegam ao mercado este ano Por Equipe AE São Paulo, 11 (AE) - Oito medicamentos de marca devem ter suas versões genéricas lançadas no mercado este ano. As patentes desses remédios vencem em 2010 e poderão ser copiadas e vendidas por preços, em média, 45% mais baixos.

Agência Estado |

A indústria prometeu para o fim do ano a chegada ao mercado do genérica do Diovan (valsartana), da Novartis, produto contra a hipertensão arterial e que hoje custa até R$ 44,32 a caixa de 40 mg com 14 comprimidos. Os problemas do coração são a principal causa de adoecimento e morte no Brasil e a droga é considerada uma das mais prescritas no País. Estima-se que a hipertensão atinja 30% dos brasileiros adultos.

Ainda na área cardiovascular, o setor promete para o início de 2011 a chegada ao mercado da cópia da atorvastatina (Lípitor), droga do laboratório Pfizer para controle do colesterol, uma das mais vendidas no mundo. Atualmente, uma caixa com 30 comprimidos de 10 mg chega a custar R$ 119,32.

O Viagra (sildenafil), droga contra a disfunção erétil, e cuja patente também vence este ano, não será copiado enquanto for mantida decisão judicial que estendeu sua patente até 2011. "Enquanto isso estamos de mãos atadas. Ninguém lança uma cópia enquanto não tiver a segurança jurídica", afirmou Odnir Finotti, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos).

A entidade contesta no Tribunal Regional Federal a extensão de patente obtida pelo laboratório Pfizer. No caso do Diovan, porém, a indústria de genéricos está pronta para iniciar a produção de cópias porque a detentora da patente teve negados os pedidos de extensão. Já no caso do Lípitor, a empresa conseguiu a extensão na Justiça, que acaba no fim do ano.

A indústria de medicamentos genéricos anunciou na semana passada um crescimento de 19% do total de unidades vendidas em 2009 (330,9 milhões) ante 2008, além de incremento de 24% no valor das vendas, que somaram R$ 3,6 bilhões. O aumento é 2,3 vezes maior do que a média de todo o setor farmacêutico em 2009. Os genéricos brasileiros, que em 2009 completaram dez anos de regulamentação, têm 19,4% do mercado farmacêutico, ante 17% em 2008, desempenho considerado bom pelo setor, mas tímido se comparado ao de outros países, reconhece Finotti. "Nos Estados Unidos chega a 70%."

O porcentual também ainda está longe da meta do programa Mais Saúde, o chamado PAC da Saúde, do Ministério da Saúde, e que estimou que os genéricos deveriam abocanhar 30% do mercado até 2012. Segundo Finotti, dois fatores limitam o setor: resistência dos médicos de prescrever o remédio pelo nome genérico e a permanência no mercado dos chamados similares, drogas que não passaram pelo teste de bioequivalência.

Além disso, a indústria avalia que a queda de preços dos produtos copiados já chegou ao limite. As empresas não terão como reduzir mais os valores, a não ser que mais fabricantes ingressem no setor, aumentando a concorrência, o que depende de incentivos para o complexo industrial da saúde. Mas Finotti espera que com a entrada de versões do Diovan e do Lípitor os genéricos fiquem com 22% do mercado.

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