Desde 1998, houve 16 propostas de criação de novos Estados no País, de acordo com levantamento feito pelo Ipea

Estudo do Ipea, publicado em dezembro de 2008, mostra que a divisão de Estados para criação de novas unidades da federação acarreta também aumento de gastos públicos. Segundo o estudo, feito pelo economista Rogério Boueri, um novo Estado tem em média custos fixos de R$ 832 milhões anuais.

Em 2005, ano em que foi feita a análise, os Estados que mais comprometem seu PIB com o funcionamento na máquina pública eram justamente os menores, como o Acre – onde 37,2% do produto interno bruto é usado para bancar estrutura do Executivo, Legislativo e Judiciário locais. Já em São Paulo, Santa Catarina e Paraná, os gastos chegavam a 14% do PIB.

Desde 1998, houve 16 propostas de criação de novos Estados no País, segundo o estudo. Um deles se refere à criação do Estado do Triângulo, a partir de 66 municípios do oeste mineiro. Outro ainda é o Estado do Rio São Francisco, a partir de 34 municípios da Bahia.

Pelas propostas, os Estados do Norte seriam hoje divididos em territórios como Juruá, Madeira, Rio Negro, Solimões, Uirapuru e o próprio Amazonas, que hoje abriga os anteriores, e Xingu, Tapajós, Carajás e Pará, no atual território paraense. Nesses casos, o especialista alerta que os municípios daquela região têm extensão territorial grande e pequena população que deixariam apenas Carajás com densidade populacional maior que a média da região.

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