Novos dados do Inpe não são precisos quanto à área de desmatamento

BRASÍLIA - Os números que, segundo o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, serão divulgados na próxima segunda-feira sobre desmatamento da Amazônia poderão no máximo mostrar a liderança do Mato Grosso como estado com maior número de alertas sobre áreas com suspeita de desmatamento. Os dados fazem parte do sistema Deter - Detecção de Desmatamento em Tempo Real.

Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias |


O objetivo do programa não é apontar área de desmatamento, mas sinalizar locais em que tenham ocorrido derrubadas ou queimadas suspeitas na floresta. Com isso, de maneira mais ágil, pretende-se alertar o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama sobre "eventos de desmatamento, para que o governo possa tomar medidas de contenção", explica o site.

Porém, no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo sistema, está a ressalva de que estimativas de área desmatada, como apontou Minc, a partir do sistema estão sujeitas a erros. A limitação está na resolução dos satélites usados pelo sistema, afetado por nuvens. Para compensar as deficiências de resolução espacial, os satélites trabalham com maior freqüência de observação, que varia de três a cinco dias.

As informações referentes ao mês de abril estão prontas, dependendo do MMA para divulgação à população. Os de março, de fato, apontam mais focos no Mato Grosso, mas, novos dados sobre área efetivamente desmatada, somente poderão ser conhecidos no segundo semestre deste ano.

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