Novo sistema de freio acelerará viagens no metrô de SP

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) está investindo em um novo sistema de freios que vai possibilitar que os trens mantenham a velocidade habitual em dias de chuva. Atualmente, os vagões das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, com trechos ao ar livre, precisam diminuir o ritmo em 30% quando chove para manter os padrões de segurança.

Agência Estado |

O novo sistema já estará instalado nos 17 trens para as duas linhas que começam a chegar ao Brasil neste mês. Além disso, foi assinado um contrato de R$ 90 milhões para adaptar o sistema de frenagem dos trens antigos.

O novo sistema de freios funciona de forma parecida com o ABS dos automóveis, comparam os técnicos. "Ele é diferente dos modelos antigos porque não tenta parar de uma vez a roda, o que poderia fazer com que os vagões deslizassem e não parassem no ponto certo. Por isso, os trens reduzem a velocidade em dias de chuva ou em condições adversas", afirma o gerente de Manutenção do Metrô, Walter Castro.

O sistema moderno trabalha aplicando várias sessões de frenagem para evitar que os vagões deslizem. Após a primeira tentativa, os freios em frações de segundo se soltam novamente e voltam a aplicar uma nova sessão e assim sucessivamente, até que os trens parem no tempo e local desejados. Atualmente, a velocidade média em dias secos da Linha-1 é de 33 km/h e a da Linha-3 é de 42 km/h. Nos dias chuvosos, passa para uma média de 23 km/h na Linha-3 e para 29,4 km/h na Linha-1.

Além disso, o Metrô começou a realizar em novembro os ajustes do novo sistema de sinalização nos trens, o CBTU - que também é instalado nas unidades de controle operacional. O sistema de sinalização cria um espaço virtual entre os trens, impedindo que um invada essa área e atinja a unidade à frente. O novo modelo vai permitir uma aproximação maior entre os trens e, dessa forma, diminuir o intervalo.

Princípio de incêndio

Um princípio de incêndio em um trem assustou os usuários do Metrô na tarde de sábado. Por volta das 14h30, uma composição que seguia na Linha 1-Azul parou perto da estação Jabaquara ao apresentar problemas de tração. Nesse momento, fumaça e um forte cheiro de queimado se espalharam pelo túnel e um dos usuários acionou a alavanca de emergência, abrindo as portas. As equipes de segurança, então, conduziram as pessoas para a estação.

O Metrô confirma o episódio e diz que o trem teve um problema elétrico quando estava a 80 metros da estação. "Por conta disso, um passageiro acionou a porta de emergência, o que provocou a paralisação da composição", afirmou, por meio de nota. A empresa diz que havia cerca de 100 passageiros nos vagões, que chegaram à estação pela passarela de emergência. O Metrô afirma que o trem "está sendo analisado para que as causas sejam conhecidas". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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