David José de Matos tomou posse nesta segunda prometendo ¿atacar problemas cruciais vividos pela administração da estatal"

O novo presidente dos Correios, David José de Matos, tomou posse nesta segunda-feira (2) prometendo “atacar quatro problemas cruciais vividos atualmente pela administração da estatal”. Entre as deficiências, ele apontou a questão do transporte aéreo para envio de encomendas cuja solução, segundo ele, é utilizar serviços de empresas privadas, até que os Correios se estruture para utilizar suas próprias aeronaves.

David José de Matos
Agência Brasil
David José de Matos
Na questão de pessoal, a empresa está vivendo deficiências para prestar um bom serviço, segundo ele, em face da demanda de trabalho. A solução, num primeiro momento, será a contratação de terceirizados, permitida por lei, lembrou Matos. A solução definitiva, entretanto, só virá com a realização de concurso público.

O novo presidente dos Correios disse que vai “resgatar a autoestima dos empregados, abalada nos últimos anos por denúncias de corrupção". Segundo ele "muitos sentem dificuldade para tomar decisões porque os Correios passaram a ser alvo de campanha que não se justifica sobre a honestidade dos seus funcionários".

Outra prioridade apontada pelo novo presidente é a renovação da parte tecnológica "para que os Correios avancem nas novas alternativas de mercado, alcançando novo patamar, dentro da confiabilidade que ela sempre teve no Brasil".

O ex-presidente da estatal Carlos Henrique Almeida Custódio destacou que a empresa é a maior instituição pública do país: "a única presente em todos os municípios". Custódio lembrou que, em 2008, a estatal foi agraciada como a melhor empresa de serviços do mundo. Para ele, a empresa está vivendo o seu melhor momento do ponto de vista salarial, financeiro e operacional, embora existam problemas nessa área que precisam ser resolvidos mas que, segundo ele, não são culpa da sua administração.

Para Custódio, a instituição de um novo modelo de logística "é o grande desafio para uma empresa como os Correios".

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