Novo ombudsman da Folha, Lins da Silva defende redefinição do papel do jornal impresso

SÃO PAULO ¿ O jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva assumirá, no próximo dia 22 de abril, a função de ombudsman do jornal Folha de S.Paulo, substituindo o jornalista Mário Magalhães. Lins da Silva, que deixará de apresentar o ¿Roda Viva¿, da TV Cultura, para assumir o cargo, defende a redefinição do papel dos jornais impressos.

Redação |

Vivemos um momento importante. Os jornais impressos têm de repensar sua função na sociedade para continuar tendo um papel relevante, acredita. Para ele, a garantia das independências econômica e editorial de um jornal dependerá da redefinição de seus objetivos.

Lins da Silva aponta a concorrência com as novas mídias como um dos principais desafios dos jornais impressos, tanto no Brasil como no exterior. Essa será uma das minhas principais preocupações na nova função, ressalta. Os jornais diários ainda não encontraram o rumo para enfrentar com sucesso o novo ambiente do universo da comunicação, que envolve internet, blogs, TV em várias formas e diversos outros elementos novos que parecem ameaçar os jornais de obsolescência ou irrelevância, criticou em artigo publicado em abril de 2007 no Portal iG.

O novo ombudsman da Folha pretende aliar 37 anos de experiência em redações de jornais ao seu conhecimento acadêmico para analisar e criticar o trabalho do diário. Tenho observado [jornais impressos] de maneira metódica tanto no Brasil como em outros países. Isso vai contribuir bastante, acredita.

Além de assumir o cargo de ombudsman, o jornalista, autor de diversos títulos, continuará com seu trabalho acadêmico na Universidade de São Paulo (USP) e na Fundação Álvares Penteado (Faap), onde leciona.

Carlos Eduardo Lins da Silva, santista de 56 anos, foi diretor-adjunto de Redação do jornal Valor Econômico (1999-2004). Também ocupou o cargo de diretor-adjunto de redação da Folha (1984-1990) e foi correspondente do mesmo jornal nos Estados Unidos (1991-1999). Como professor, trabalhou na Escola de Comunicações e Artes da USP, da Universidade Católica de Santos e da Universidade Metodista de São Paulo. Mais recentemente, foi diretor da Patri Políticas Públicas (2004-2008).

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