Novo imortal da ABL tem obra voltada para a música

O jornalista Luiz Paulo Horta, escolhido hoje para ocupar a cadeira que era da escritora Zélia Gattai na Academia Brasileira de Letras (ABL), tem sua obra voltada para a música. Carioca nascido em 1943, estudou piano e teoria musical nos Seminários de Música Pro Arte e em 1970 passou a trabalhar como crítico do Jornal do Brasil.

Agência Estado |

De 85 a 90, assinou a seção musical do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Na década de 90, iniciou o trabalho como crítico musical do jornal "O Globo", onde permanece até hoje. Horta é membro da Academia Brasileira de Música.

Conforme divulgado no site da ABL, em 1983 o jornalista publicou seu primeiro livro, "Caderno de Música", e em seguida editou o "Dicionário de Música Zahar". Escreveu também "Guia da Música Clássica em CD", "Sete Noites com os Clássicos", "Villa-Lobos, uma Introdução", e organizou, com Luiz Paulo Sampaio, a edição brasileira do "Dicionário Grove de Música".

Horta foi eleito com 23 votos. O segundo colocado foi o escritor Ziraldo, com 11 votos. Foram registrados ainda 4 votos nulos e um em branco. Trinta acadêmicos estiveram presentes. Os demais votaram por carta.

A vaga foi inaugurada pelo escritor Machado de Assis, que escolheu como patrono José de Alencar. Jorge Amado ocupou a vaga por quatro décadas e sua mulher, Zélia, o substituiu por sete anos. Nas prévias informais, Horta já aparecia como favorito. Também estavam no páreo os escritores Antônio Torres, a historiadora Isabel Lustosa e o crítico literário Fábio Lucas.

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