Novo governo terá de fazer mais pelo social, diz Lula

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta-sexta-feira que quem o substituir no cargo terá de fazer mais políticas sociais do que ele para não ter vida curta no governo. Lula fez a declaração no encerramento de um seminário internacional sobre desenvolvimento social promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) em Brasília.

Redação com Agência Estado |

"Uma coisa que acho importante deixar como legado para quem vier depois de mim é um novo paradigma: a pessoa terá de fazer mais do que nós fizemos. Se fizer menos, terá uma vida muito curta no governo", afirmou o presidente.

Lula reiterou que exigirá que seus ministros registrem em cartório todas as ações dos ministérios e que pretende transformar em lei boa parte dos programas sociais. "Precisamos consagrar todas as políticas em uma lei para que nenhum engraçadinho venha destruir essas coisas", explicou.

Durante o evento, Lula evitou falar sobre a crise no Senado, dando ênfase à política social. "A gente não deve temer de que lado a gente está", disse. "Sei de onde vim e sei para onde vou voltar. Sei dos companheiros que fiz. Eu não tenho problema de dizer que, embora governe para todos, são os pobres que têm [minha] preferência", afirmou.

O presidente disse que, durante seu governo, foram criados dez milhões de empregos em cinco anos. Em seguida, comentou que hoje não vê mais preconceito contra ele por sua origem operária. "Depois que eu virei o amigo do cara, as pessoas não têm mais preconceitos contra mim", disse, em uma referência bem-humorada à atitude do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que, em abril, o elogiou, em Londres, numa reunião do G-20, afirmando: "Este é o cara" e "é o político mais popular do mundo".

Ainda no discurso, Lula reclamou do fato de estar sendo processado na Justiça Eleitoral por ter dito, em uma viagem recente, que uma mulher seria presidente do Brasil e, em seguida, ter entregue uma rosa à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Se for assim, estou desgramado com a quantidade de protesto que vou enfrentar", disse.

A uma plateia formada na maioria por mulheres, o presidente pediu - em tom de brincadeira - que, "para confundir todo mundo", sempre que ele mencionar que uma mulher será presidente do País, todas digam que ele está-se referindo a cada uma delas.


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