Novo filme de Oliver Stone põe Hollywood na corrida à Casa Branca

Antonio Martín Guirado. Los Angeles (EUA), 16 out (EFE).- Hollywood também está presente na corrida eleitoral dos Estados Unidos, como demonstrará a estréia, nesta sexta-feira, de W, de Oliver Stone.

EFE |

O filme é uma história sobre o presidente George W. Bush e chega às salas de cinema em um momento crítico para a campanha republicana.

O candidato republicano, John McCain. está, em média, sete pontos atrás de seu adversário, o democrata Barack Obama, nas pesquisas de intenções de voto. Os números também mostram que o senador por Illinois é o favorito dos americanos para enfrentar os problemas econômicos do país.

O clima de insegurança e desconfiança nos EUA nas últimas semanas foi o ambiente ideal para que cineastas como Michael Moore e David Zucker tenham feito seus últimos trabalhos com toda ironia.

Moore apresentou em setembro na internet "Slacker Uprising", um documentário que mostra as semanas anteriores à eleição presidencial dos EUA em 2004, no qual voltava a criticar as políticas do presidente Bush e encorajava os jovens a votar.

Já Zucker, um republicano transformado desde os ataques terroristas de 11 de setembro, lançou este mês "An American Carol", uma paródia dos tipos de documentários feitos por Moore com o cômico Kevin Farley, que imita o diretor e lidera uma campanha para abolir as celebrações de 4 de julho.

No entanto, a proposta definitiva de Hollywood chega pelas mãos do sempre polêmico Oliver Stone, que já se aproximou da figura de John Fitzgerald Kennedy em "JFK" (1991), e de Richard Nixon em 1995.

"Espero que algum dia (Bush) possa ver o filme porque acho que Josh (Brolin, que dá vida ao presidente na ficção) faz uma grande atuação e porque Liz (Elizabeth Banks) está genial no papel de sua esposa, Laura", disse diretor americano durante a coletiva de imprensa de apresentação da obra.

Completam o elenco James Cromwell, como pai do atual presidente americao; Richard Dreyfuss, como o vice-presidente Dick Cheney; Jeffrey Wright, como o secretário de Estado Colin Powell; Toby Jones, como o assessor Karl Rove; Thandie Newton, como a atual secretária de Estado, Condoleezza Rice; e Ellen Burstyn como Barbara Bush, mãe de George W. Bush.

"Espero que algum dia aproveite o filme e seja suficientemente sábio para se render diante dele", afirmou Stone.

Orçado em US$ 30 milhões, o filme é dividido em três atos: a juventude desenfreada de Bush, sua aproximação das causas evangélicas e seu primeiro mandato na Casa Branca.

"O bom, o feio e o mau. Tudo. Tentamos fazer dele um ser humano.

E tratei de ser justo, equilibrado e compassivo", explicou o diretor, ganhador de dois Oscar de melhor diretor, por "Platoon" e "Nascido em 4 de julho".

A imparcialidade foi assunto fundamental para o diretor. "Não queria tomar parte nem mostrar minhas considerações políticas no filme, isso é algo que fica em meu âmbito privado", ressaltou Stone, que admitiu que a elaboração do filme foi "complicada".

Isso porque seu protagonista, ao contrário do que ocorreu em "JKF" ou "Nixon", ainda preside o país e porque não sabia que decisões o Governo dos EUA poderia adotar enquanto concluía a rodagem do filme.

"Poderia haver, Deus me livre, outro ataque terrorista nos EUA", disse Stone. "A política preventiva de Bush poderia gerar uma guerra no Irã, ou, talvez, até na Venezuela. Da maneira que pensa, temos o direito a ir a qualquer parte do mundo; Cuba ou talvez Geórgia. Isso nunca acaba", frisou o diretor. EFE mg/rb/rr

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