Novo DP em SP para quem não paga pensão está lotado

A polícia abriu mais uma cadeia em São Paulo para abrigar ex-maridos que não pagam pensão alimentícia - e ela já está lotada. É o que verificou o Ministério Público Estadual (MPE) durante visita ontem nas celas do 33º Distrito Policial (DP), em Pirituba, na zona oeste da capital paulista.

Agência Estado |

Com capacidade para 40 presos, a cadeia abriga 85 homens denunciados pelas ex-companheiras.

"Não há mais carceragens na cidade de São Paulo disponíveis, pois todas foram desativadas", afirmou o delegado Marco Antonio de Paula Santos, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). O 33º DP passou a abrigar ex-maridos há cerca de um mês, para desafogar as superlotadas celas do 18º Distrito Policial, na Mooca, zona leste. Esta era a única carceragem de São Paulo que recebia os chamados presos por razões administrativas - caso dos ex-maridos e também de depositários infiéis.

Depois de rápida reforma, o 33º DP foi reaberto no dia 9 de setembro para abrigar os ex-maridos. Os presos foram divididos entre as duas delegacias - ontem, o 18º DP abrigava 93 detidos, que receberam colchões e cobertores novos comprados pela 5ª Delegacia Seccional. "Fizemos o que era possível e atendemos os pedidos que nos foram feitos", disse o delegado.

O número de detidos por dívidas, porém, não para de crescer. Ontem, nas duas delegacias da cidade, havia um total de 178 ex-maridos detidos. Por causa disso, não havia espaço para todos dormirem nas celas dos dois distritos e muitos continuavam obrigados a dormir nos pátios das duas delegacias, cobertos apenas por uma lona (como proteção contra a chuva).

Os promotores do Grupo de Atuação Especial e Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) constataram que as instalações hidráulicas e elétricas das cinco celas do 33º DP estavam em boas condições, mas, por causa da lotação e do precário atendimento médico para os detidos, eles pretendiam pedir à administração que outra delegacia seja reformada para abrigar os ex-maridos detidos - em sua maior parte, eles ficam presos até a quitação da dívida, o que normalmente ocorre em um prazo de 30 dias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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