Nove pessoas foram indiciadas hoje por suposto envolvimento em fraude de licitação do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A Polícia Federal (PF) concluiu a investigação que apurou irregularidades no contrato de execução do programa.

O valor total do acordo, que previa o ensino de jovens de 18 a 24 anos sem vínculo empregatício, foi de R$ 10,3 milhões entre os anos de 2005 e 2007. O inquérito foi instaurado em 20 de novembro de 2007 com base em informações e documentos apreendidos na Operação Rodin.

Segundo a PF, o contrato do ProJovem deveria ser executado pela Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e o Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae), mas foi repassado a uma empresa privada, caracterizando fraude em licitação. A corporação também identificou irregularidade no contrato de fornecimento de lanches, que foi prorrogado diversas vezes em caráter emergencial.

O inquérito foi entregue na tarde de sexta-feira na 2ª Vara Federal Criminal de Porto Alegre. Os nove foram indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, locupletamento em dispensa de licitação e dispensa indevida de licitação. Um suspeito também foi indiciado por advocacia administrativa qualificada.

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