Nove pessoas são presas em São Paulo e Minas por comércio ilegal de diamantes

BRASÍLIA - Nove pessoas foram presas nesta quarta-feira pela Polícia Federal (PF) em Minas Gerais e São Paulo em uma operação contra uma organização criminosa com atuação nacional e internacional no mercado de pedras preciosas, inclusive possíveis operações de câmbio não autorizadas.

Agência Estado |

Em Franca, na região de Ribeirão Preto (SP), os agentes apreenderam quase R$ 600 mil e US$ 10 mil em dinheiro, além de cerca de 90 pedras de diamantes e gemas, brutas e lapidadas, de procedência ilegal. As pedras são avaliadas em cerca de R$ 1 milhão, segundo afirmou um dos detidos à PF.

Cerca de 140 agentes cumpriram 31 mandados de busca e apreensão e de oito prisões preventivas expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal de Franca, incluindo São José do Rio Preto e São Paulo e Uberlândia e Frutal, em Minas Gerais. Segundo o delegado da PF, Felipe Eduardo Hideo Hayashi, a investigação começou há cinco meses e ainda não se sabe o valor que teria sido comercializado ilegalmente pela quadrilha nem o período em que ele estaria atuando. Entre os presos da Operação Quilate está um israelense.

As pedras de diamantes, geralmente brutas, saiam de garimpos de Minas Gerais, Goiás e Rondônia e chegavam a Franca, onde eram lapidadas e distribuídas. Hayashi informou que a quadrilha levava as pedras para vários países, entre eles Bélgica, Itália, Suíça, Israel, Líbano, Chile e Guiana. Uma das rotas de saída das jóias era o Aeroporto de Guarulhos (Cumbica), na Grande capital paulista. Integrantes da quadrilha e estrangeiros teriam feito o transporte usando o próprio corpo, burlando as fiscalizações.

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