Novas ruas alagam no Jardim Romano, em SP

São 50 dias embaixo d’água e a situação não melhora no Jardim Romano, na zona leste da capital paulista. Só piora.

Agência Estado |

Com as intensas chuvas do início da semana, pontos que ainda não haviam sido atingidos pelas enchentes já estavam tomados de água ontem, pela primeira vez desde que o problema começou no local.

A Defesa Civil municipal estima em dez metros o avanço das águas nesta semana, relativo ao perímetro mapeado a partir de 8 de dezembro, quando a água começou a subir. Pelo menos mais quatro ruas do bairro, onde a água não chegava - ou "não passava do meio-fio" -, tiveram suas casas invadidas.

A cena mais comum ontem foi, novamente, a de pessoas retirando pertences de casa - era uma segunda leva de moradores afetada. Carregavam geladeiras, fogões, aparelhos de televisão e todo tipo de sacolas de roupas e utensílios. Em pontos da Rua André Furtado de Mendonça e da Avenida Manuel Lopes de Camargo, a água também subiu pela primeira vez - na madrugada de ontem, chegou à Igreja Nossa Senhora do Rosário, tida como "ponto seco" na região.

A julgar pelos planos das autoridades, não há data para o sofrimento terminar. A Subprefeitura de São Miguel Paulista informou que vai aguardar as chuvas cessarem para recomeçar o bombeamento da água. Enquanto isso, os planos são realizar cadastro de moradores e tentar suprir necessidades básicas da população.

Segundo Sylvio Sena, da Defesa Civil, por causa das chuvas, a ordem é "intensificar a atenção". No cadastro da Secretaria Municipal de Habitação, são 18 mil pessoas atingidas pelas enchentes, em nove bairros de São Miguel. Ontem, segundo os bombeiros, 33 ocorrências foram registradas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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