Novas rodoviárias têm de estar interligadas ao transporte local

Em Jundiaí, para existir ganho operacional com a transferência da rodoviária do centro para a Avenida 9 de Julho, um dos acessos ao município, ainda é necessária a construção de duas alças de acesso pela Via Anhanguera. Uma delas permitirá que os ônibus que saem de São Paulo rumo ao interior entrem na cidade sem utilizar trechos urbanos.

Agência Estado |

A outra, abre uma via para os veículos que saem de Campinas ou vêm de outras localidades.

Em outubro de 2006, o prefeito Ary Fossen pediu à Secretaria de Estado dos Transportes a construção dos viadutos no km 56 da Anhanguera. A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que qualquer construção não prevista nos contratos de concessão das malhas rodoviárias ainda precisa passar por análise. Segundo especialistas, planejamento e visão urbanística precisam nortear projetos e soluções para novos terminais rodoviários.

O secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Jundiaí, Jaderson Spina, afirma que as operações da nova rodoviária - obra de R$ 6 milhões, entregue no final de 2007 - significaram um ganho operacional de 70%. "Ainda há o que se fazer. O intuito foi preservar a qualidade urbana da cidade, com a retirada do trânsito dos ônibus, o que só se cumprirá totalmente com os dois viadutos."
No lugar da antiga rodoviária, na Praça das Bandeiras, a prefeitura construiu um terminal urbano. De lá, partem ônibus gratuitos para a nova rodoviária, de 20 em 20 minutos ao longo do dia e de 10 em 10 minutos em horários de pico. Para o arquiteto e urbanista Araken Martinho, a intenção dos administradores em Jundiaí foi boa, mas faltou planejamento na escolha do local para a nova rodoviária. "Deveria estar ligado a um terminal urbano. A solução de colocar um ônibus que leva as pessoas parece uma maneira de consertar o problema."
O secretário de Planejamento e Meio Ambiente informou que outra área foi descartada pela necessidade de desapropriações. "Outro ponto que nos levou à escolha da 9 de Julho foi a existência do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV), que poderia passar pela Anhanguera e criaria possibilidade de transferência."
CAMPINAS
O Terminal Multimodal de Passageiros Ramos de Azevedo, em Campinas - projeto de R$ 30 milhões e 14 meses de obras -, foi entregue em junho do ano passado, com o objetivo de retirar 3,2 mil ônibus interestaduais e intermunicipais dos trechos urbanos próximos da área central. O terminal multimodal tem capacidade para 2,1 mil partidas diárias, ante as 720 da antiga rodoviária. O movimento diário de 25 mil pessoas será ampliado para 100 mil, quando três terminais estiverem em operação. "Estamos revitalizando aquela região e criamos uma legislação para o entorno, para não haver expansão de hotéis de curta duração e outras atividades", afirmou o secretário de Transportes, Gerson Bittencourt.

Em Ribeirão Preto, o problema do atual terminal, segundo passageiros, é semelhante ao antigo de Campinas. As filas de ônibus em frente à rodoviária complicam o trânsito de toda a região central. Apesar de a cidade ter quase 600 mil habitantes, o local tem poucas plataformas e lembra um terminal de ônibus. No entorno da atual rodoviária, a Prefeitura está realizando a restauração da calçada e da fachada na frente da Avenida Jerônimo Gonçalves. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 15 milhões na obra.

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