As gestantes que optarem por parto normal terão direito a um quarto específico para o atendimento, tanto na rede pública, quanto privada, a partir de dezembro. Mãe e filho ficarão juntos no ambiente que também deverá ter banheiro e se adequar a todas as etapas do nascimento do bebê, antes, durante e depois do parto.

A medida faz parte das novas normas para o Serviço de Atendimento Obstétrico e Neonatal, divulgadas hoje pelo Ministério da Saúde, em ação conjunta com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além de incentivar a prática do parto normal, a idéia é controlar possíveis riscos às gestantes e aos bebês para reduzir a mortalidade materna e neonatal. As novas regras também determinam que as unidades de saúde estimulem a evolução do trabalho de parto, por meio de soluções naturais, inclusive para o alívio das dores, usando medicamentos apenas em último caso. Segundo o Ministério da Saúde, são registrados anualmente cerca de 3 milhões de nascidos vivos no país, dos quais quase 2,1 milhões nascem nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Destes, 1,4 milhão correspondem a partos normais e 670 mil a cesarianas.

Levantamento encomendado pelo ministério apontou que as cesarianas representam 43% do total de partos realizados no País. Mas entre as mulheres que utilizam planos de saúde esse percentual chega a 80%. Já no SUS as cesáreas representam 31%, segundo registros de 2007. Para o destaca que o parto normal é o mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde, as cirurgias deveriam corresponder a, no máximo, 15% dos partos. É nesse horizonte que o Brasil trabalha para o alcance das metas definidas pela OMS para todo o mundo.

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