Novas evidências põem médico de Michael no centro de investigação

Fernando Mexía. Los Angeles (EUA), 28 jul (EFE).- A confirmação de que Michael Jackson recebeu um anestésico antes de morrer e uma segunda batida feita hoje nas propriedades do médico do cantor tornaram o cardiologista Conrad Murray o centro da investigação por homicídio.

EFE |

Murray, de 51 anos, estava na casa de Michael em Los Angeles em 25 de junho, dia da morte do cantor, e foi o responsável pela primeira tentativa de reanimar o artista, que estava sem respiração.

O médico foi interrogado como testemunha em várias ocasiões pela Polícia, com quem se mostrou cooperativo. Porém, ainda não existe uma acusação formal contra ele, apesar de os agentes parecerem ter suspeitas de um possível comportamento criminoso de Murray em relação à morte de Michael.

Funcionários da agência americana antidrogas (DEA) entraram hoje com uma ordem judicial na casa do médico em Las Vegas, Nevada, para buscar evidências que permitam apresentar acusações contra Murray por homicídio sem premeditação.

É uma averiguação similar a que foi feita na quinta-feira passada nos escritórios do médico em Houston, Texas, onde foram apreendidos vários artigos, entre eles alguns documentos e um disco rígido (HD) de computador.

A revista de hoje aconteceu um dia depois de fontes policiais confirmarem que Murray tinha fornecido ao "rei do pop" o anestésico Propofol na noite antes de sua morte.

Uma informação desmentida depois pelo advogado do cardiologista, que assegurou que seu cliente não receitou nem administrou ao cantor as substâncias que acabaram o matando.

Segundo o site especializado em notícias de famosos "TMZ", o primeiro veículo a divulgar a morte do artista, foi o próprio Murray que confessou à Polícia que injetou o calmante em Michael na véspera de sua morte.

Depoimentos publicados pelo site indicam que Murray teria fornecido o remédio via intravenosa e com um conta-gotas e que teria ficado dormindo enquanto deveria supervisionar estado do cantor. Por isso, não se percebeu quando seu coração parou de bater.

O artista recebia habitualmente o potente remédio antes de se deitar, uma substância que as autoridades avaliam como causa de sua morte com base em resultados preliminares da autópsia.

O sedativo foi achado pelas autoridades na residência alugada do cantor em Los Angeles.

Um dos mais graves efeitos secundários do Propofol - medicamento disponível apenas para médicos e administrado por via intravenosa - é que pode provocar parada cardíaca caso fornecido em combinação com certos analgésicos, embora também possa chegar a causar tal problema sozinho em doses exageradas.

A família Jackson foi a primeira a lançar suspeitas sobre o comportamento de Murray e reiterou sua desconfiança nas pessoas que formavam o círculo mais próximo no dia a dia do artista.

A irmã do "rei do pop" La Toya Jackson chegou a afirmar que Michael tinha sido assassinado e que sabia quem eram os responsáveis.

A relação habitual do cantor com os calmantes e anestésicos já durava várias décadas, segundo as declarações das pessoas que estiveram a seu serviço. De acordo com elas, Michael usava pseudônimos como Omar Arnold, Joseph Scruz e Bill Bray para obter remédios com receita, uma prática contrária à lei.

As irregularidades sobre a aquisição de remédios por Michael Jackson levaram à participação da DEA na investigação policial, na qual além de Murray, os agentes estudam a conduta de outros médicos que tiveram relação com o cantor ao longo dos anos. EFE fmx/rr

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