Novas buscas por destroços do voo 447 da Air France são adiadas

As buscas pelos destroços do avião da Air France que fazia o voo AF447, cujo acidente no Oceano Atlântico deixou 228 mortos em 1 de junho do ano passado, foram adiadas por razões técnicas e administrativas, anunciou na quinta-feira o Escritório de Investigações e Análises (BEA). O organismo francês, encarregado do inquérito administrativo sobre a catástrofe, ainda não desvendou as causas precisas do desastre.

Reuters |

Essa terceira fase de pesquisas no mar, que o BEA esperava que começasse antes do mês de março, deverá permitir a coleta de novos destroços e das "caixas-pretas" do Airbus A330.

"As dificuldades administrativas e técnicas na partida dos Estados Unidos associadas às condições meteorológicas desfavoráveis atrasaram a chegada do (navio norueguês) Anne Candies ao porto do Recife, onde deverá encontrar o (navio norte-americano) Seabed Worker, antes de se equipar para chegar à região de buscas dos destroços do A330. Dessa forma, o início das operações de buscas no mar foi adiado", escreveu o BEA em um curto comunicado.

A porta-voz do BEA não estava disponível de imediato para precisar o teor das "dificuldades". O organismo não especificou quando as buscas poderão ser retomadas, mas "divulgará uma informação complementar na segunda, 15 de março".

A região que os navios de pesquisas deverão explorar é de cerca de 1.500 quilômetros quadrados. Situada na costa brasileira, ela é dez vezes menor que a pesquisada em junho, após o acidente.

O voo AF 447, que seguia do Rio de Janeiro para Paris, caiu no Atlântico depois de decolar dia 31 de maio. O avião entrou em uma zona de turbulência, matando 228 pessoas. As caixas-pretas com os registros de voo continuam desaparecidas, e apenas pequenas partes dos destroços do Airbus A330 foram encontradas.

Voo 447 da Air France

Veja o especial do iG sobre o acidente com o voo 447

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