Nova publicação destaca dança e música clássica

SÃO PAULO ¿ Uma nova revista dedicada à música erudita e à dança será lançada hoje à noite no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. Trimestral, Mbaraka ¿ nome em guarani de um instrumento musical utilizado pelos índios ¿ nasce com a proposta, segundo um de seus editores, o jornalista João Marcos Coelho, de tirar a música clássica do gueto e mostrar que ela faz mais parte da vida cotidiana do que se imagina.

Agência Estado |

Além de Coelho, respondem pela edição da publicação a jornalista Gioconda Bordon, o designer João Batista da Costa Aguiar e Paulo Markun, jornalista e presidente da Fundação Padre Anchieta, responsável pela criação da revista. O primeiro número traz uma matéria sobre um compositor surfista, lembra que o pintor Paul Klee até os 20 anos não havia conseguido optar entre a música e as artes plásticas e mostra a história de vida do barítono alemão Thomas Quasthoff, que conta como se recusou a utilizar uma deficiência física como instrumento de marketing, pautando sua carreira pela cuidadosa escolha de repertório e apuro técnico.

"São histórias como essas que revelam o lado humano da música. E os textos, ao mesmo tempo em que buscam a profundidade, não querem ser acadêmicos ou incompreensíveis. O rigor da pesquisa e da apuração não pode excluir a preocupação com a clareza do texto", explica Coelho.

O primeiro volume da "Mbaraka", que tem textos de colaboradores como o jornalista Irineu Franco Perpétuo (que entrevista o novo regente da Osesp, Yan Pascal Tortelier) e o músico Leonardo Martinelli, traz também um extenso dossiê sobre Villa-Lobos, de quem se lembra em novembro os 50 anos de morte. O professor Paulo de Tarso Salles analisa a vasta produção do autor das Bachianas; professora da Universidade de Paris Anais Fléchet fala das visitas do compositor à França e do significado que tiveram no desenvolvimento de sua produção; a pianista Sonia Rubinsky dá depoimento pessoal sobre sua relação com a obra completa de Villa para piano, que ela gravou ao longo dos últimos 15 anos para o selo Naxos; e o compositor Rodolfo Coelho de Souza estuda uma questão de origem: se lá fora poucos sabem que Villa era brasileiro, aqui a nacionalidade parece ser um obstáculo à sua divulgação.

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