Nova prisão de Dantas tem tanta solidez quanto a decisão do STF, diz Tarso

SÃO PAULO - Após receber a notícia da nova prisão do banqueiro Daniel Dantas, o ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou que não há confronto nem desrespeito à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, de conceder a liberdade provisória ao dono do grupo Opportunity na noite desta quarta-feira. Segundo o ministro, houve um fato novo.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Agência Brasil
Para Tarso, prisão de Dantas não contraria STF
Para Tarso, prisão de Dantas não contraria STF
Esta nova prisão, preventiva, tem tanta solidez como a concessão do habeas-corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, só que com fundamentos diferentes do pedido que se fez na prisão provisória, disse. Dantas teria sido preso por tentativa de suborno a delegado para evitar detenção.

Tarso Genro ressaltou que o decreto de prisão preventiva tem amparo total na legalidade do país e que atende ao requisito necessário para que a Justiça possa continuar esclarecendo os fatos.

Questionado sobre o motivo da prisão, Genro disse que ainda não tem a informação, mas, segundo ele, no Poder Judiciário, quando se decreta prisão preventiva, se baseia em fatos fortes, dentre eles a capacidade de interferência do investigado no processo.

Prisão preventiva

O banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, foi preso novamente na tarde desta quinta-feira pela Polícia Federal. Assim como da primeira vez, o pedido foi decretado pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

A prisão de Dantas ocorreu em um escritório localizado na avenida Nove de Julho, em São Paulo. O banqueiro volta para a prisão menos de 24 horas depois de ter conseguido no Supremo Tribunal Federal (STF) o habeas-corpus. Ele havia deixado a carceragem da Polícia Federal, localizada no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, por volta das 5h30 desta madrugada.

"A ordem de prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Federal em São Paulo em razão de documentos encontrados nas buscas realizadas na última terça-feira e oitiva de uma testemunha que fortaleceram a ligação entre o preso e a prática do crime de corrupção (suborno) contra um policial federal que participava das investigações", informa a polícia, por meio de nota.

A Operação Satiagraha foi deflagrada, na terça-feira, para desbaratar um suposto esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. A PF iniciou as investigações há quatro anos, como desdobramento do caso do mensalão. Também foram presos na Satiagraha o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas.

A Operação Satiagraha foi deflagrada, na terça-feira, para desbaratar um suposto esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. A PF iniciou as investigações há quatro anos, como desdobramento do caso do mensalão. Também foram presos na Satiagraha o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas.

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