San Francisco, 26 jun (EFE).- Enquanto no 11 de Setembro o meio de comunicação mais importante foi a televisão e na vitória de Barack Obama foram os sites dos grandes jornais, na morte de Michael Jackson ganharam protagonismo o Twitter e o Facebook.

Blogs e meios de comunicação digitais como o "TMZ", que deu a notícia em primeira mão, passaram a frente de veículos consolidados na cobertura da morte de Michael, até o ponto de algumas páginas terem tido o acesso momentaneamente congestionado pelo excesso de visitas.

Foi o "TMZ", e não a emissora "CNN" o primeiro meio que, às 18h20 (de Brasília) desta quinta-feira, informou que o "rei do pop" tinha morrido, oferecendo, inclusive, uma imagem da ambulância que levou Michael ao hospital.

Nas redações dos meios de comunicação mais emblemáticos do jornalismo americano ninguém se atreveu a dar a notícia até que o site do "Los Angeles Times" confirmou a morte, seguido pela agência "Associated Press".

As grandes emissoras de televisão foram obrigadas a citar o "TMZ" e tiveram que mudar o mais rápido possível o conteúdo dos jornais da noite que, a princípio, homenageariam a atriz Farrah Fawcett, que também morreu nesta quinta.

Enquanto isto acontecia, milhões de pessoas souberam da notícia por redes sociais como Facebook ou Twitter, onde Michael Jackson dominava a discussão, e o serviço chegou a cair em alguns momentos pelo excesso de visitas.

"O número de mensagens por segundo dobrou no momento no qual se soube a notícia, e as pessoas começaram a dar suas condolências e lembranças", disse o cofundador do Twitter, Biz Stone, à imprensa americana.

Por volta de 13h50 (de Brasília), os dois primeiros termos mais twittados continuavam sendo alusivos a Michel Jackson e entre os dez primeiros, seis faziam referência ao cantor, incluindo as palavras "pop", "thriller" e "MTV".

"Iran Election", que atraiu a atenção da comunidade Twitter internacional nas últimas semanas, continuava hoje entre as palavras mais repetidas no serviço de microblogging.

O Twitter era também o meio escolhido por dezenas de famosos e personalidades para expressar as condolências pela morte do rei do pop, mensagens que eram depois reproduzidas pelas grandes emissoras de televisão.

"Agora a 'AP' também confirma. RIP. Enviando amor e luz à sua família e amigos, mas sobretudo aos filhos", twittava nesta quinta o ator Ashton Kutcher, o "rei do Twitter" com mais de dois milhões de seguidores.

Mas nem todos os internautas estavam conectados no microblogging.

A enciclopédia on-line Wikipedia, por exemplo, registrava ontem uma incomum atividade e seus usuários se apressavam a editar e reeditar o perfil do cantor.

No Facebook, Michael era um tema recorrente nos perfis e comentários de milhões de membros e a rede social era usada também por muitos para organizar vigílias e encontros em homenagem ao artista.

Em questão de horas, o YouTube ficou inundado com os vídeos dos sucessos do cantor ou mensagens de usuários que postavam gravações expressando seus pêsames sobre a perda do músico.

O site tinha criado hoje um canal exclusivo sobre Michael Jackson, e o vídeo de "Thriller", possivelmente a obra-prima do artista, registrava nada menos que 38 milhões de visitas.

No Google, proprietário do YouTube, 50 das 100 buscas destacadas nos Estados Unidos foram sobre Michael Jackson, informou o site de buscas em comunicado.

O Google acrescenta que "também houve um aumento enorme nas buscas de letras para as canções: 'Thriller', 'Man in the Mirror', 'Billie Jean' e 'Childhood', nesta ordem".

Além disso, os usuários do Google News tiveram problemas para ter acesso às notícias sobre a morte de Michael em alguns momentos do dia porque a página estava saturada. EFE pg/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.