Notas com endereços fictícios justificam verba de R$ 15 mil mensais na Câmara

Documentos sigilosos da Câmara dos Deputados mostram que empresas de fachada ou com endereços fictícios são usadas para justificar o uso da verba indenizatória de R$ 15 mil por mês. A informação é da edição deste domingo do jornal ¿Folha de S.Paulo¿.

iG São Paulo |

A publicação teve acesso, por via judicial, a dados de 70 mil notas fiscais usadas para reembolso nos últimos quatro meses de 2008. De acordo com a Folha, os deputados negaram a fraude e afirmaram que os serviços foram prestados e que os problemas são de responsabilidade das empresas.

Uma das empresas de fachada é a Global Express Serviços em Aviação, registradas em Rio Acima (MG), uma cidade que não tem nem pista de pouso, segundo a reportagem. A nota da Global, que não tem autorização da Anac para levar passageiros, foi apresentada por Mário de Oliveira (PSC-MG).

A AP Transportes também forneceu notas, apresentadas por José Airton Cirilo (PT-CE), com endereço falso. No local onde deveria ficar a empresa, em Pacajus (CE), opera uma empresa de venda de cosméticos.

Ainda segundo a "Folha", o endereço informado pela Locautos Campo Verde, que emitiu notas para o deputado Eugênio Rabelo (PP-CE), também não existe. A suposta locadora de carros está cadastrada em Eusébio, a 27 quilômetros da capital cearense, Fortaleza.

Leia mais sobre: Câmara

    Leia tudo sobre: congressocâmaracâmara dos deputados

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG