Nos EUA, se aceita nível menor de risco de infecção, diz especialista

Responsável nos últimos 15 anos pela área de infecção hospitalar do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a brasileira Denise Cardo afirma que a diferença entre os dois países no controle do problema é que, nos EUA, se aceita um nível muito menor de risco e há uma cobrança maior da sociedade. “Quando penso na diferença é o nível que se aceita como risco.

Agência Estado |

Aqui (nos EUA), mais e mais, não se aceita que esse tipo de coisa aconteça. Quando acontece, há cobrança da sociedade”, disse Cardo.

Para Denise, a causa de uma epidemia, como essa de infecção por micobactéria que o Brasil enfrenta, muitas vezes são resultado de várias coisas juntas. "É complexo, mas não quer dizer que não é possível prevenir. Ainda mais numa situação como esta, que vem de alguns anos, e em vários Estados."

Denise ressalta que é importante ver se há causas comuns, pois "muitas vezes não se acha a causa, mas coisas que não estão da maneira ideal. E é sempre uma oportunidade para mostrar que as coisas devem ser feitas da maneira correta. Sempre que há queda nas medidas de controle, há infecção."

De acordo com a especialista, os profissionais podem estar causando a infecção por ignorância, "desconhecimento. Outra coisa é o ponto de vista administrativo: não adianta ter todo conhecimento e não ter onde lavar sua mão, não ter luva suficiente, avental suficiente. É preciso apoio administrativo junto com todo esse conhecimento." As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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