SÃO PAULO (Reuters) - O Estado da Paraíba confirmou nesta terça-feira a primeira morte causada pela gripe H1N1 na região Nordeste do país, enquanto São Paulo e Rio Grande do Sul registraram mais 10 mortes. Agora, o número de óbitos provocados pela nova doença no Brasil chega a 56. Para tentar combater a disseminação do vírus, a Secretaria de Educação paulista adiou o reinício das aulas da rede estadual para 17 de agosto.

O órgão estadual de Saúde já havia recomendado para todas as instituições de ensino que prorrogassem o recesso escolar de inverno.

Segundo a pasta, a decisão foi tomada após análise das recomendações da Organização Mundial da Saúde sobre a "propagação do vírus entre estudantes" e com "o aumento expressivo do número de crianças e adolescentes atendidas nos pronto-socorros paulistas".

Em João Pessoa (PB), um estudante de 31 anos foi a primeira vítima fatal do H1N1 fora das regiões Sul e Sudeste. O paciente foi internado no dia 22 e morreu nesta terça-feira de manhã, informou a Secretaria Estadual de Saúde.

De acordo com o órgão , a vítima pertencia ao grupo de risco -- gestantes, obesos ou com doenças anteriores ou em tratamento.

Em São Paulo, a Secretaria de Saúde confirmou sete novas mortes em decorrência do novo vírus, mas não deu detalhes das vítimas. O Estado já registra 27 mortes pela nova doença.

No Rio Grande do Sul, foram registradas duas novas mortes em Caxias do Sul e outra em Uruguaiana. No Estado, são 19 mortes. O Rio de Janeiro teve cinco mortes e o Paraná quatro óbitos.

Em Uruguaiana, um homem de 45 anos faleceu no dia 27 de julho, disse à Reuters o secretário de Saúde Luiz Augusto Schneider. Esta foi a quinta morte pela doença no município.

Mais cedo, o prefeito, Sanchotene Felice (PSDB), havia informado sobre três novas mortes no município.

Nesta terça-feira, foram proibidas reuniões em locais públicos ou de uso coletivo no município, que já havia declarado situação de emergência pela nova gripe.

"Estamos suspendendo até os cultos religiosos. (O decreto) não pode levar ao pânico, mas (a situação) é muito séria", afirmou Felice.

"Estamos vivendo momentos de preocupação", afirmou.

O município, na fronteira com a Argentina e o Uruguai, também adiou a volta às aulas para 13 de agosto.

(Por Hugo Bachega, com reportagem adicional de Adriane Piscitelli)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.