Nomes do governo para CPI saem hoje, afirma Argello

BRASÍLIA - Os nomes da base do governo, incluindo os do PMDB, que vão compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras deverão ser anunciados no fim da tarde desta terça-feira. Segundo o líder do PTB no Senado, Gim Argello (DF), a leitura dos nomes deverá ser feita depois que o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), fizer um pronunciamento no plenário da Casa para rebater denúncias de que o PMDB estaria se aproveitando da CPI para negociar a indicação de cargos na diretoria da estatal.

Agência Estado |

O senador peemedebista Valdir Raupp (RR) confirmou que os nomes do PMDB deverão ser anunciados junto com os das demais legendas da base de apoio do governo. Ao todo, os governistas terão oito assentos entre os titulares da comissão. A oposição, por sua vez, terá apenas três titulares.

O dia hoje será de reuniões e conversas para fechar as indicações. A bancada do PT se reúne no início da tarde, na liderança do partido no Senado. Também prometem ser intensas as conversas nos gabinetes.

O PSDB, que já anunciou os nomes que pretende emplacar na CPI (senadores Tasso Jereissati, Alvaro Dias e Sérgio Guerra), se reúne no gabinete de Jereissati (CE). Os tucanos e o DEM aguardam as indicações dos nomes do governo para fechar, entre eles, qual será o candidato único da oposição para a presidência da CPI: Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) ou Alvaro Dias (PSDB-PR).

Os oposicionistas criticaram a postura manifestada nesta segunda-feira pelo governo de que não vai ceder à oposição nem a presidência nem a relatoria da comissão. "Isso é de uma violência de quem tem o que esconder. Eu me preocupo porque isso pode levar o nível da CPI para onde eles não queriam e nós também não queremos", disse Jereissati.

Entenda a CPI

A CPI criada para investigar irregularidades na Petrobras contou com o apoio de 30 senadores, três a mais que o número mínimo necessário para a criação de uma Comissão de Inquérito. O autor do pedido é o senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR).

Em seu requerimento, Álvaro destaca os seguintes pontos a serem investigados:

  • Indícios de fraudes nas licitações para reforma de plataformas de exploração de petróleo apontados pela operação Águas Profundas da Polícia Federal;
  • Graves irregularidades nos contratos de construção de plataformas, apontados pelo Tribunal de Contas da União;
  • Indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, apontados por relatório do Tribunal de Contas da União;
  • Denúncias de desvios de dinheiro dos royalties do petróleo, apontados pela operação Royalties, da Polícia Federal;
  • Denúncias de fraudes do Ministério Público Federal envolvendo pagamentos, acordos e indenizações feitos pela ANP a usineiros;
  • Denúncias de uso de artifícios contábeis que resultaram em redução do recolhimento de impostos e contribuições no valor de R$ 4,3 bilhões;
  • Denúncias de irregularidades no uso de verbas de patrocínio da estatal.


A CPI vai ter 180 dias para realizar seus trabalhos, podendo ser prorrogada por igual período. 

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