Nome de Álvaro Lins está na relação dos mais procurados no Brasil

RIO DE JANEIRO ¿ O nome do ex-deputado estadual Álvaro Lins está há cinco dias no Sistema Nacional de Procurados e Perdidos (SINPI), segundo informou nesta terça-feira a Polícia Federal. De acordo com o órgão, os nomes são incluídos nessa lista quando um mandado de prisão é expedido e existe um indício de que o procurado possa fugir.

Redação |

A PF informou também que as informações do SINPI são difundidas pela

Divulgação
Lins é considerado foragido desde quinta-feira
Interpol para 186 países. Sendo assim, as autoridades internacionais poderão informar caso Lins entre em uma das nações que têm acesso aos dados. A PF continua com os serviços para tentar encontrar e prender o ex-chefe da Polícia Civil do Rio.

No domingo, a PF emitiu um alerta para todos os aeroportos do País para evitar uma possível fuga do ex-deputado estadual. Ele é considerado foragido desde quinta-feira passada e responde pelos crimes de formação de quadrilha armada, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e facilitação de contrabando.

No último dia 12, Lins perdeu a imunidade parlamentar quando teve seu mandato de deputado estadual cassado. A Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, em votação secreta, por 36 votos a 24, o projeto de resolução que decretou a cassação.

Recurso

O advogado de Álvaro Lins, Ubiratan Guedes, aguarda eventual decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ) para tentar recuperar o foro privilegiado de seu cliente. Guedes disse que impetrou ontem um mandado de segurança com a intenção de anular a decisão do plenário da Alerj.

O caminho mais rápido e mais justo é ele voltar a ser parlamentar, declarou Guedes. "Ele (Lins) teve 108 mil votos (em 2006, quando foi eleito), não são 36 que vão cassar. Nem tudo que é legal (a cassação) é justo".

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do TJ informou que por volta das 12h desta terça-feira nenhum pedido em nome de Lins havia chegado. Caso seja confirmado o ingresso do mandado de segurança, o Órgão Especial deverá sortear um relator para analisá-lo. Ele poderá eventualmente decidir sozinho se concede ou não uma liminar, ou levar a plenário e submeter a decisão aos 25 desembargadores - os mais antigos -, que depois analisariam o mérito da questão.

Apesar de se dizer confiante em relação à eventual liminar favorável, o advogado de Lins admite que o processo será difícil. "Não existe nada fácil na vida."

Segundo Ubiratan Guedes, seu cliente não deixou o Rio, está internado em uma clínica com sintomas de depressão e irá se apresentar quando melhorar.

*com informações da Agência Estado

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