No Senado, 4 também distribuíram passagens, diz site

O uso indiscriminado por parentes e conhecidos da cota de passagens aéreas também ocorre entre os senadores. De acordo com informações do site Congresso em Foco, pelo menos quatro usaram suas cotas para viagens internacionais, beneficiando parentes e pessoas que não os assessoram.

Agência Estado |

Entre 25 de junho de 2007 e 13 de janeiro deste ano, os gabinetes dos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Geraldo Mesquita (PMDB-AC), Paulo Paim (PT-RS) e Osmar Dias (PDT-PR) emitiram 19 bilhetes para Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai).

Desde a semana passada, o Senado baixou regras que permitem o uso de passagens aéreas apenas pelos senadores e por seus assessores, neste caso desde que seja apresentada justificativa. "Nunca viajei para o exterior desde que sou senador", afirmou Paim. De acordo com o site, ele deu quatro bilhetes, no ano passado, para Washington Bonilla ir de Porto Alegre para Montevidéu. Ele explicou que Bonilla, que pesa mais de 130 quilos e tem dificuldade de locomoção, foi ao seu escritório, no Rio Grande do Sul, pedir as passagens aéreas para visitar os pais, que estavam doentes. "Não gasto praticamente a minha cota. Tenho mais de R$ 100 mil de saldo, que vou devolver para o Senado", disse Paim.

Álvaro Dias deu uma passagem para seu filho, Álvaro Dias Júnior, de ida e volta de Curitiba para Montevidéu, em setembro do ano passado, informou o Congresso em Foco. O tucano também deu passagens de sua cota parlamentar para Alessandra Kussen, Magali da Silva e Alciléia Freitas viajarem de Curitiba para Buenos Aires, também em setembro de 2008. Segundo o parlamentar, as três trabalham para uma instituição que cuida de pessoas com deficiência múltiplas e foram à Argentina para participar de um evento da entidade. "O uso é legal e moral. A cota foi constituída dessa forma. Agora daqui para frente vai ser diferente."

A denúncia aponta que o senador Osmar Dias também usou a cota para beneficiar sua filha, Rebeca Dias, que foi em fevereiro deste ano para Buenos Aires. Seus assessores alegaram que o ato da comissão diretora do Senado, na época, permitia esse tipo de uso da cota. Já o senador Geraldo Mesquita usou a cota para pagar cinco viagens a Montevidéu para sua mulher, Maria Helena Mesquita. Ela acompanhou o senador em reuniões do Parlamento do Mercosul. As viagens foram feitas entre junho de 2007 e setembro de 2008. A assessoria do peemedebista confirmou as informações do Congresso em Foco e avisou que ele não comentaria o assunto.

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