No Rio, Exército ocupa Rocinha e Vidigal na quarta-feira

Depois de passar por favelas da zona oeste e da zona norte do Rio, o Exército ocupa, a partir desta quarta-feira, a Rocinha e o Vidigal, na zona sul, como forma de garantir o acesso de fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e de impedir a interferência de criminosos nas próximas eleições. Iniciada na quinta-feira, a chamada Operação Guanabara, de apoio ao processo eleitoral, vem recolhendo material de campanha irregular.

Agência Estado |

Nas favelas da Coréia e do Taquaral, em duas horas de operação hoje, foram retirados 600 quilos de material de propaganda. Dois mil militares da Brigada de Infantaria Pára-Quedista foram deslocados para as duas comunidades da zona oeste e também para a favela do Sapo e da Vila Aliança, na mesma região.

Outras três toneladas foram retiradas em favelas desde quinta-feira - os militares já estiveram no Complexo da Maré, na zona norte, na Cidade de Deus e no Rio das Pedras, na zona oeste, entre outras favelas. Não foram registrados incidentes com criminosos.

O TRE é que seleciona as áreas a serem cobertas. A intenção é permitir que a fiscalização faça seu trabalho com tranqüilidade em locais onde não vinha conseguindo, por conta da ação de traficantes de drogas e grupos de milícia. O coronel André Novaes, porta-voz da operação, frisa que não se trata de uma operação de segurança pública. Até as eleições, deverão ter sido cobertos 28 pontos, a maior parte na capital, mas também em municípios do Grande Rio e em Campos, no interior.

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