O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou hoje não ser pré-candidato à Presidência da República em 2010, durante palestra para uma plateia de quase 300 dirigentes de cooperativas e políticos, em Campo Grande (MS). É a imprensa que está dizendo isso, ressaltou.

"O Aécio (Neves) pode ser o candidato", disse. Serra participou das solenidades dos 30 anos do cooperativismo no Mato Grosso do Sul e manteve encontro reservado com o governador do Estado, André Puccinelli (PMDB).

Ao desembarcar no Aeroporto Internacional, Serra declarou ter boas relações com o PMDB sul-mato-grossense, partido "aliado ao PSDB em São Paulo". Deputados estaduais e federais tanto do PT quanto do PMDB analisaram que a reunião entre os dois governadores deixou claro que o tucano veio buscar apoio de Puccinelli, disputando a ajuda prometida à ministra-chefe da Casa Civil e virtual candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Serra não confirmou esse objetivo. "Temos afinidades políticas e pessoais, mas deixa as coisas acontecerem", comentou.

Em discurso, Serra apontou erros no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele destacou que o atual governo segura os juros altos, reduz as ofertas de crédito e administra mal os assentamentos rurais. "Estamos vendo investimentos maciços em assentamentos rurais, não há retorno monetário. Quanto aos juros, temos a taxa mais cara do mundo. Somente depois de dois meses de instalação da crise econômica mundial é que resolveram mexer nos juros."

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