No Maranhão, hospital em que falta UTI tem anexo pronto

Enquanto dezenas de crianças morreram à espera de um leito de UTI pediátrica ou neonatal, um anexo do Hospital Regional Materno Infantil (HRMI) de Imperatriz, a 636 quilômetros de São Luís, que teria capacidade para receber dez leitos de UTI, está pronto, mas não foi inaugurado. O governo do Estado afirma que o prédio está em fase de conclusão. Segundo o Ministério Público Estadual do Maranhão, pelo menos 59 crianças morreram nos últimos 15 meses esperando por uma vaga.

Agência Estado |

De acordo com o promotor João Marcelo Trovão, o anexo do hospital começou a ser construído no segundo semestre de 2008, durante a gestão Jackson Lago (PDT). Atualmente, Imperatriz tem 14 leitos de UTI neonatais e outros 20 de UTI alugados da rede privada para atender 230 mil pessoas.

As obras, com custo de R$ 700 mil, terminaram há cerca de três meses. O problema é que nunca se definiu como será utilizado esse anexo. Houve até quem imaginasse que ele seria destinado ao setor administrativo. As UTIs, até agora, não saíram do papel, declarou o promotor.

A vítima mais recente foi Mayara Coelho Francelino, de 8 anos. Ela morreu às 5 horas de sábado, vítima de ataque cardíaco causado por complicação de meningite. Na semana passada, duas crianças morreram.

O secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, afirmou que vai ampliar o número de leitos em UTI neonatal de 14 para 45 em Imperatriz, mas afirmou que o Estado não pode ser responsabilizado pelas mortes das crianças. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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