As 27 áreas consideradas de risco no Rio pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e que foram alvo da Operação Guanabara, durante os últimos 24 dias, serão simultaneamente ocupadas pelas Forças Armadas a partir das 7 horas de domingo para garantir a tranqüilidade das eleições. São 4.

800 homens divididos em 22 comunidades da capital, uma de São Gonçalo (região metropolitana) e quatro de Duque de Caxias (Baixada Fluminense). O município de Campos, no norte fluminense, também recebeu 800 militares. As tropas só deixam as comunidades depois que todas as urnas forem retiradas.

O porta-voz do Exército para a operação, coronel André Luiz Novaes, informou que os militares serão prioritariamente empregados nas proximidades das zonas eleitorais. Na capital, o maior contingente deverá ficar nas comunidades de Gardênia Azul e Cidade de Deus (ambas na zona oeste), que têm juntas 15 zonas eleitorais. Também o complexo de favelas do Alemão (na zona norte) contará com uma tropa numerosa, em razão do perigo. Hoje, o coronel fez um sobrevôo pelas favelas do complexo, onde os militares estão desde quarta-feira.

"O balanço da Operação Guanabara é muito bom. Não tivemos confrontos, nem registros de episódios violentos. Ajudamos a fiscalização do TRE para a retirada de propaganda irregular e ainda retiramos mais de 40 barricadas (do tráfico) apenas nós últimos dois dias de ocupação, no Complexo do Alemão", disse Novaes. Ainda não há previsão de novas ocupações militares durante uma possível campanha pelo segundo turno.

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