No dia-a-dia, proibição não entrou em vigor

Pelo que se vê ao rodar as estradas do Estado de São Paulo, o resultado da votação para decidir se a Medida Provisória 415, que institui a chamada lei seca deve ser mantida ou não, trará poucas mudanças ao quadro atual. Isso porque, as bebidas alcoólicas continuam sendo vendidas mesmo com a proibição e com a promessa do governo de um maior rigor na fiscalização.

Agência Estado |

Na Rodovia Castello Branco, uma das mais movimentadas de São Paulo, a venda de bebida alcoólica ocorre tanto em bares escondidos, em estradinhas de terra, como em sofisticados restaurantes de beira de estrada, mesmo com proibição estadual. No Sabor de Portugal/Rancho 53, as bebidas são oferecidas no cardápio colado na entrada do estabelecimento.

No balcão, são servidos chopes, cervejas e caipirinha de vodca para clientes que se divertem como se tivessem parado em um bar na saída do trabalho. Em uma sala à esquerda da entrada também há uma espécie de adega com vinhos, cujos preços variam de R$ 20 a R$ 200.

O gerente do estabelecimento, Renildo Alves, não se lembra desde quando vende bebidas alcoólicas e diz nunca ter sido abordado pela fiscalização. "Não sou eu quem decide se vende ou não bebida alcoólica. Eu simplesmente administro o lugar", justificou.

A cerca de 50 metros da rodovia em uma estrada de terra encontra-se um bar simples onde os caminhoneiros param para fazer as refeições, o local é o Rancho Major, também conhecido como "Rancho Chapadão". No balcão, ficam expostas garrafas de cachaças que muitos caminhoneiros bebem no almoço e no jantar.

Os caminhoneiros também dizem que é fácil encontrar bares e restaurantes que vendam bebidas alcoólicas em outros pontos da Castello Branco. O motorista João Paulo Grando, de Bauru, afirma que, embora não beba, costuma ver os colegas tomando cerveja e outras bebidas mais fortes durante as paradas para as refeições. "Não vejo problema se eles fazem isso à noite quando não vão mais trabalhar, só é perigoso quando passam da conta e voltam para as estradas", disse Grando.

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