No centro da Alemanha, Turíngia lembra 90 anos da Bauhaus

Berlim, 14 nov (EFE).- O estado da Turíngia, na região central da Alemanha, lembrará em 200 o 90º aniversário do movimento artístico Bauhaus -surgido na cidade de Weimar-, com uma amplo programa cultural que inclui exposições com obras procedentes de Nova York, Paris e Moscou, além da Alemanha.

EFE |

"Queremos lembrar que, aqui em 1919, a Bauhaus começou e fixou padrões para a arquitetura, a arte e o design, que depois se estenderam a todo o mundo", afirmou hoje o presidente da Fundação Clássica, Hellmut Seemann.

No marco do programa "Das Bauhaus kommt" ("Chega a Bauhaus") obras de Vasily Kandinsky, Paul Klee e Laszlo Moholy-Nagy -algumas delas do Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma)- protagonizarão exposições temáticas dedicadas ao movimento por toda Turíngia, em cidades como Weimar, Jena, Apolda e Erfurt.

Seemann destacou que a Bauhaus surgiu em Weimar, que foi seu epicentro até 1925, e "não em Dessau nem em Berlim", para onde se transferiu posteriormente, algo que considera que caiu no esquecimento.

Em sua opinião, esse "esquecimento" tem sua origem em vários capítulos da história alemã, como a expulsão dos artífices do movimento de Weimar e o fechamento da escola de arquitetura pelos nazistas em 1933.

Artistas como Lyonel Feiniger, Johannes Itten e Oskar Schlemmer estarão presentes no programa cultural, para o qual também cederão obras os Arquivos da Bauhaus de Berlim e a Universidade de Colônia.

As exposições aprofundarão esse movimento artístico de referência que, da Alemanha, imprimiu uma marca própria principalmente na arquitetura e no design do século XX e ainda é considerada expoente da conjunção entre o clássico e a vanguarda.

A história do movimento é curta, de sua fundação em 1919 em Weimar por Walter Gropius, a sua implantação como escola em Dessau, em 1925, e, finalmente, o fechamento forçado de sua segunda sede, em Berlim, com a chegada de Hitler ao poder, em 1933.

No entanto, o modelo não morreu com o ostracismo imposto pelo nazismo, mas foi "exportado" com sucesso aos Estados Unidos, para onde emigraram alguns de seus principais nomes, como o próprio Gropius e Ludwig Mies van der Rohe.

A influência deles durante o exílio não se limitou à vanguarda americana, mas se estendeu pelo resto do mundo ocidental, especialmente na Europa. EFE nvm/jp

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