No canto de Dan Stulbach, um pouco de tudo da literatura

No canto de Dan Stulbach, um pouco de tudo da literatura Dan Stulbach é um esteta. Exemplo de homem antenado com seu tempo, ama e cultiva a arte.

Agência Estado |

Exercita seu talento como ator, mas procura beber de todas as fontes para saciar sua sede pelo novo. Leitor voraz, viajante obcecado, apaixonado por jazz, fotografia, orquídeas, boa culinária, design e futebol, esse paulistano de Higienópolis vive desde dezembro do ano passado num apartamento sob medida para alguém que parece ter feito uma leitura exata do século 21.

O prédio onde mora, em Pinheiros, na zona oeste da cidade, é uma joia da arquitetura contemporânea, projeto de Gui Mattos voltado para um público seleto que foge da mesmice do mercado imobiliário.

O "mundo" particular de Dan sugere que lá mora uma pessoa que conhece o bom mobiliário e tem noção de espaço. O grande living, com pé-direito duplo, permitiu que o ator construísse um mezanino que abriga sua biblioteca. Abaixo, numa sala íntima, Dan criou seu canto especial. Ao lado do vaso com a seringueira plantada pela família no dia em que ele nasceu, está a poltrona Mole, de Sergio Rodrigues.

Sobre a mesa de centro, provas do ecletismo do dono da casa. Estão lá, entre outros, "Poème de L'Angle Droit", de Le Corbusier, e "The Godfather Family Álbum", livro de fotos de filme "O Poderoso Chefão", obra de Steve Schapiro.

É sentado na iconográfica peça de Sergio Rodrigues que o ator lê jornais e revistas pela manhã e à noite mergulha no mais sério, que pode ser uma ficção ou clássicos de teatro. Está lendo agora "Vida Vadia", de Richard Price, roteirista da série policial televisiva "The Wire". E relendo "The Pleasures and Sorrows of Work" (os prazeres e as dores do trabalho, em tradução literal), de Alain de Botton, ainda não traduzido em português. Para esfriar a cabeça, "Gourmet", história em quadrinhos de Jiro Taniguchi e Masayuki Kusumi.

Sempre que tem um tempo, Dan viaja, com mais frequência para Nova York. "Vou para assistir a peças e visitar livrarias. Minha preferida é a Barnes & Noble." Para quem se identifica com esse profissional sério, vão dicas de leitura dadas por ele: os clássicos, a obra de Hemingway, "Encontro Marcado", de Fernando Sabino, e "Mister Pip", do neozelandês Lloyd Jones.

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