Nível dos rios começa a subir no Amazonas

Rio Negro alcançou 14,10 m hoje. Seca provocou a morte de 15 pessoas e afetou a vida de 62 mil famílias

Eduardo Asfora, iG Amazonas |

Depois da seca histórica que atingiu mais da metade dos 60 municípios do Amazonas, o nível dos rios começa a subir em todo o Estado; uma média diária de 5 cm em Manaus e de 3 cm em Tabatinga. Nesta quinta-feira (04), o Rio Negro, na capital, alcançou a marca de 14,10 m.  Ao todo, 62 mil famílias foram afetadas pela estiagem em 40 cidades do interior.

Quinze pessoas morreram no Amazonas, vítimas desta situação e dos deslizamentos no Estado. Apesar disso, continua os trabalhos de monitoramento e do envio de kits de ajuda humanitária por parte da Defesa Civil. Até o momento, 35 mil famílias de 25 municípios já receberam ajuda. Este período de seca registrou também algumas tragédias.

Mortes

A estiagem provocou situação de calamidade pública como a de Manacapuru, onde três crianças morreram vítimas do deslizamento de terra em um flutuante, no último dia 19 de outubro. Outra lembrança negativa foi o desabamento do barranco no Porto do Chibatão, Zona Sul de Manaus, dia 17 de outubro. Os corpos dos dois trabalhadores ainda não foram encontrados.

As buscas vão ser suspensas nesta sexta-feira (05), pois os homens do Corpo de Bombeiros enfrentam muitas dificuldades de acesso devido ao fato ter muitas carretas e ferro no fundo do rio. Nesta quinta-feira, os administradores entregaram um relatório completo sobre a atual condição do Porto ao Ministério do Trabalho e pedindo a liberação da área interditada desde o dia 29 de outubro.

Polo industrial

O Porto do Chibatão abastece grande parte das empresas do Polo Industrial de Manaus e por isso empresários temem por uma queda na produção. Três mil e cem contêineres estão retidos, cheios de produtos, vindos principalmente da Ásia e dos Estados Unidos. O isolamento em algumas comunidades do interior também provocou mortes nesse mês de outubro.

São Paulo de Olivença

Em São Paulo de Olivença (a 988 km de Manaus), três crianças não resistiram e foram vítimas da seca. Elas viviam em uma aldeia indígena na Comunidade Campo Alegre a mais de 4 horas da sede do município. O motivo teria sido a ingestão de água não-potável.

Atalaia do Norte

Em Atalaia do Norte, mais sete pessoas, cinco crianças e dois adultos também teriam morrido, por não terem tido acesso a atendimento. Elas moravam no Vale do Javari, que fica a 12, 15 dias de barco da sede do município e o acesso é bastante restrito.

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