O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água na região metropolitana de São Paulo, pode causar inundações nas comunidades ribeirinhas se continuar chovendo acima do esperado, alerta a Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp).

Relatório divulgado nesta segunda-feira informa que o sistema opera no limite - o volume é de 97,5% da sua capacidade total de armazenamento - e os níveis de água das represas estão acima da situação de segurança, diz a Sabesp.

Segundo a estatal, o volume de água que é liberado durante as aberturas das comportas das represas do Sistema Cantareira, entre elas a Cachoeira, a Atibainha e a Juqueri, é muito menor do que o volume registrado durante os temporais.

Nos últimos dias, a empresa vem fazendo o descarregamento das águas da represa Atibainha numa média de 14 m³ por segundo, o que colabora com a contenção das águas, afirma a Sabesp. Na quarta-feira, o descarregamento foi de 14 m³ por segundo, quando a represa recebia 33 m³ por segundo no período. Já no dia 2, a vazão do rio era de 70 mil litros por segundo e as represas estavam liberando apenas 14 mil litros por segundo, de acordo com o órgão.

A Sabesp afirma que a ação de descarregamento tem como objetivo garantir a segurança da operação das represas de Piracaia e Nazaré Paulista, formadoras do Rio Atibaia. A operação é feita com monitoramento diário, tanto das vazões de água como das condições das populações ribeirinhas e jusante das barragens, para evitar enchentes.

A água produzida pelo Sistema Cantareira abastece 8,8 milhões de pessoas das zonas norte, central, parte da leste e oeste da capital paulista e dos municípios de Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba e São Caetano do Sul e parte dos municípios de Guarulhos, Barueri, Taboão da Serra e Santo André.

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