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Nigéria proíbe filme sobre aliens considerado ofensivo à população

Lagos, 19 set (EFE).- A maior distribuidora de filmes da Nigéria, a Silverbird Cinemas, foi obrigada a suspender a exibição do thriller de ficção científica District 9, em cumprimento a uma decisão do Governo, que disse que a produção ofende e denigre o país.

EFE |

"A Silverbird Cinemas estava mostrando o filme na Nigéria, mas deteve as exibições depois de receber ordens do Ministério de Informação", confirmou hoje à Agência Efe um porta-voz da distribuidora, que pediu para não ser identificado.

Nesta semana, a ministra de Informação e Comunicações, Dora Akunyili, reagiu iradamente a "District 9". Além de ter mandado o órgão responsável pela classificação de filmes e vídeos apreender todas as cópias do filme, exigiu da Sony Pictures, produtora do longa, um pedido de desculpas.

Segundo Akunyili, "District 9", rodado em Johanesburgo (África do Sul), onde também se passa a história, apresenta os nigerianos como "canibais, criminosos e prostitutas".

A ministra também manifestou especial insatisfação pelo fato de um dos personagens secundários ter o apelido de "Obasanjo", sobrenome do ex-presidente nigeriano Olusegun.

O filme, produzido por Peter Jackson ("Senhor dos Anéis") e dirigido pelo sul-africano Neill Blomkamp, conta a história de um grupo de alienígenas que busca abrigo numa favela de Johanesburgo.

Além de fazer um paralelo com o antigo regime segregacionista do "apartheid", "District 9" fala da recente onda de violência xenófoba registrada na África do Sul.

Akunyili, no entanto, afirma que o filme "discrimina os nigerianos".

Em discurso feito na segunda-feira ao pessoal da Corporação Nigeriana de Cinema, a ministra pediu à população que "resista à qualquer tentativa de apresentar os nigerianos como criminosos".

"O filme mostra mulheres nigerianas mantendo relações sexuais com não humanos. Também diz que os nigerianos se alimentam de carne humana e acreditam em rituais (mágicos) e no vodu", acrescentou Akunyili.

No entanto, a decisão do Governo de proibir o longa fez aumentar o interesse do público, que está baixando cópias da produção na internet. EFE da/sc

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