SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que as negociações entre forças federais, indígenas e arrozeiros na terra indígena Raposa Serra do Sol podem ser mantidas por mais um ou dois meses, se for necessário para que não haja vítimas.

Com área de 1,7 milhão de hectares, a terra indígena foi homologada em maio de 2005. Desde então, intensificaram-se os conflitos entre índios e plantadores de arroz que resistem em deixar a reserva.

Para retirar os arrozeiros do local, a Polícia Federal organizou a Operação Upatakon 3, que foi suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira.

Se nós pudermos gastar um ou dois meses a mais e fazer as coisas na paz e na tranqüilidade, nós faremos. Certamente que alguns arrozeiros estão querendo ser vítimas e nós não vamos fazer vítima. As vítimas ali são os índios que moram no espaço que nós já demarcamos, disse o presidente, em entrevista na Holanda.

Terceiro mandato

O presidente Lula disse que é uma falta de assunto da oposição ficar discutindo o terceiro mandato. Em entrevista coletiva na Holanda, Lula disse que não lhe interessa disputar nova eleição presidencial, o que não é permitido pela legislação brasileira.

As pessoas que estão preocupadas com o terceiro mandato são as pessoas que não achavam ruim quando os militares ficaram 23 anos no poder. E são as pessoas que aprovaram a reeleição, disse o presidente. ( Leia mais )

Defesa de Dilma

O presidente Lula voltou a fazer elogios à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Quando um repórter perguntou ao presidente por que a ministra está forte, Lula disse que Dilma é uma ministra "extremamente importante" e uma "coordenadora excepcional". "É a mulher que faz o PAC acontecer 24 horas por dia e por isso que eu disse que ela é a mãe do PAC", acrescentou.

"Não sei qual o incômodo que as pessoas podem ter com a Dilma. A Dilma não só está forte... aliás, eu sempre digo que não tem ministro forte nenhum no governo de regime presidencialista. A Dilma exerce uma função primordial ao governo como coordenadora da administração, das execuções dos projetos do governo e faz isso com uma competência que eu diria que poucas pessoas seriam capazes de fazer", afirmou o presidente. A ministra Dilma Rousseff não acompanha o presidente Lula na viagem a Holanda.

(com informações da Agência Brasil e Agência Estado)

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