Ao menos nove detentos foram mortos durante a rebelião que teve início na manhã de segunda-feira

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Serão retomadas nesta terça-feira, as negociações entre as autoridades e os detentos que organizam a rebelião em que cinco pessoas são mantidas reféns e pelo menos nove já foram mortas no complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA).

O Ministério da Justiça confirmou o envio de 30 policiais e um negociador especializados em motins. O apoio foi solicitado pela governadora do estado, Roseana Sarney, depois que nove detentos foram assassinados pelos rebelados. Segundo a Secretaria da Segurança, cinco agentes penitenciários são mantidos reféns.

Todas as vítimas cumpriam pena por estupro e ao menos três delas foram decapitadas; os corpos foram entregues à Polícia em troca de alimentos. Há informações ainda não confirmadas de que haveria pelo menos mais cinco mortos no interior do prédio. A rebelião no anexo III do Presídio São Luís começou na manhã de segunda-feira, quando os presos dominaram um agente penitenciário que fazia a vistoria.

O complexo foi cercado pela Polícia Militar, para evitar uma fuga em massa. Segundo o major Diógenes Azevedo, do Batalhão de Choque de São Luís, inicialmente eram oito reféns, incluindo duas mulheres. Ferido com dois tiros pela própria arma tomada pelos detentos, Raimundo de Jesus Coelho está internado em estado grave, mas sem risco de morrer. Segundo o major Diógenes, as mortes ocorreram em uma briga de gangues rivais.

Do lado de foram familiares dos presos estão acampados à espera de informações. O Anexo III do Presídio São Luís foi projetado para receber 100 presos, mas abriga atualmente perto de 230. As negociações foram interrompidas no início da noite de ontem e serão retomadas com a chegada da equipe especializada do Ministério da Justiça.

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