Nayara reafirma que não houve tiro antes da invasão policial

SÃO PAULO - Em entrevista ao Fantástico, a jovem Nayara Silva, de 15 anos, reafirmou que Lindemberg Alves não havia feito nenhum disparo antes da invasão por policiais ao apartamento em Santo André, na Grande São Paulo. Lindemberg é acusado pelo sequestro de Nayara e pela morte de Eloá Pimentel.

Redação |

Nayara afirmou que estava com os olhos abertos na hora da explosão e que Lindemberg "arrumava cadeiras" quando os policiais invadiram o local. Em seguida, o sequestrador teria atirado em Nayara e matado Eloá.

A jovem, que se tornou testemunha-chave do caso, disse que foi pressionada pela polícia a voltar ao apartamento para ajudar nas negociações após ter sido libertada. Nayara contou que a polícia não pediu autorização da família, não a orientou sobre como agir e não perguntou se ela gostaria de retornar ao apartamento.

Segundo Nayara, Lindemberg batia muito em Eloá e em todo tempo ameaçava matá-la. Ele as manteve amarrada por todo tempo. Na entrevista ao Fantástico, Nayara disse que tem medo do ex-namorado de Eloá.

O caso

Futura Press
Amigas Eloá e Nayara/ Arquivo pessoal
Amigas Eloá e Nayara/ Arquivo pessoal
O sequestro começou na segunda-feira (13) e se prolongou até sexta-feira, tendo durado mais de 100 horas. Lindemberg invadiu o apartamento de Eloá por volta das 13h30, por estar inconformado com o fim do relacionamento com a estudante.

Na terça-feira, ele libertou a amiga da ex-namorada, Nayara, que foi rendida novamente na manhã de quinta-feira. Seu retorno foi um pedido do sequestrador como condição para a libertação de Eloá, mas, quando a menina entrou no apartamento, tornou-se refém.

Pouco antes do desfecho do sequestro, a equipe do Batalhão de Choque da PM estava posicionada no apartamento ao lado onde estavam Lindembergue e as reféns. De acordo com a polícia,  na sexta-feira, os agentes decidiram invadir o apartamento após ouvirem um disparo.

Os policiais arrombaram a porta do apartamento e explodiram uma bomba de efeito moral. Segundo o coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, neste momento a equipe ouviu três disparos vindos de dentro do apartamento. Ao invadirem o local, exatamente às 18h08, os policiais encontraram o seqüestrador de pé, entre a sala e a cozinha. Eloá estava caída baleada na cabeça e Nayara estava com um ferimento na boca.

A primeira a sair do apartamento foi Nayara, que saiu caminhando e foi colocada numa ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Lindembergue foi levado para uma viatura da Força Tática. A ex-namorada de Lindembergue saiu carregada por um policial e foi levada numa maca até a ambulância do Samu.


Veja a retrospectiva do caso

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