Os três navios mercantes que estão no local onde o avião da Air France teria caido ainda não identificaram nenhum vestígio da aeronave, segundo informou o contra-almirate Domingos Savio, diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha.

Veja no infográfico a rota do airbus avião da Air France desaparece

Ele reforçou que as correntes marítimas podem ter alterado a posição dos destroços avistados pela Força Área Brasileira (FAB). "Até o momento não temos notícia positiva do avistamento destes destroços", disse.

O diretor explicou que os navios mercantes, dois de bandeira holandesa e um francês, fazem a busca principalmente com a ajuda de binóculos. Isso porque o tamanho reduzido dos objetos dificulta a identificação por meio de radares.

O diretor informou ainda que o objetivo inicial dos navios mercantes no local é localizar os destroços, e não necessariamente recuperá-los. Segundo ele, há impedimentos técnicos para que estes navios resgatem o material ou algum sobrevivente.

Abastecimento

A previsão é de que os dois navios  que saíram nesta terça-feira do Rio de Janeiro cheguem ao local por volta das 18h de amanhã. A expectativa anterior era de que o primeiro navio chegasse às 11h da manhã. Porém, alterações nas condições de navegação atrasaram o cronograma.

Um dos dois navios terá a função de abastecer os navios mercantes que trabalham no local. Segundo Savio, a embarcação tem capacidade para abastecer os navios por até trinta dias.

Savio reiterou que todos os navios envolvidos na operação têm médicos na tripulação, no caso da identificação de algum sobrevivente. Mergulhadores também estão em direção ao local.

Buscas

Mais cedo, a Aeronáutica confirmou que o avião identificou, por volta da 1h, retornos no radar que indicavam materiais metálicos e não metálicos flutuando no oceano.

Por volta das 5h25, a aeronave localizou uma poltrona de avião, pequenos pedaços brancos de destroços, uma boia laranja, um tambor e vestígios de óleo e querosene no mar. "Nós não podemos confirmar que os destroços são da aeronave da Air France, porque é necessário retirar alguma peça do oceano para confirmar, via número de série, que a peça é da empresa", disse o vice-chefe do Centro de Comunicação da Aeronáutica, coronel Jorge Amaral.

As imagens dos destroços da aeronave, feitas pelo avião Hércules, já estão na Aeronáutica e devem ser divulgadas ainda nesta terça.

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